Blockchain para autenticar máscaras faciais

Blockchain para autenticar máscaras faciais

No dia 3 de abril, a Food and Drug Administration (FDA) divulgou que aprova o uso das máscaras KN95 nos Estados Unidos, que vêm passando por falta significativa de máscaras que são de uso essenciais para o combate do novo coronavírus.

As máscaras KN95 não possuem testes e certificados emitidos pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional, assim como as N95, mas são regulamentadas pelo governo chinês. Existe, mesmo que com pequenas diferenças entre os dois modelos, uma preocupação com a autenticidade das máscaras KN95. O conhecimento sobre o grande percentual 80% de falsificações vindas da China.

David Menard, criador e CEO da Real Items Company – empresa de tecnologia que tem como objetivo abaixar os índices de falsificações através do blockchain, anunciou que foi atrás de fabricantes das máscaras KN95 na China para mostrar como o blockchain pode ser utilizada para certificar a autenticidade da máscara:

“Estou ciente de que existem várias máscaras KN95 fraudulentas sendo produzidas hoje. Eu ficava acordado 24 horas por dia para encontrar uma fábrica na China que usaria a tecnologia da Real Item para garantir autenticidade para suas máscaras KN95.”

Contudo, a Real Items está agora direcionando um plug-in do Shopify que permite certificar que os compradores online comprem itens originais. Essa tecnologia é alimentada pelo blockchain público da VeChain, e será usada para identificar fabricação das máscaras KN95.

A empresa Tricol Group, que está entre os maiores fabricantes de microfibras da Ásia e responsável pela fabricação de diversos produtos, como as máscaras KN95, está em parceria com a Real Items.

Certificação

Uma certificação foi criada por Menard da Real Items, que relatou estarem entrando em ação diretamente em fábricas de produção na China e Seattle, a fim de que que possa ser garantido que as caixas de máscaras KN95 sejam produzidas e enviadas com um QR code de dois fatores. Menard cita que tais códigos são como “registros não fungíveis” (que sejam consumidos após o uso) ou NFR – um registro imutável e transparente na blockchain VeChain e no Sistema de Arquivos InterPlanetário (IPFS).

Ademais, os QR codes das caixas podem ser digitalizados pelos varejistas e centros de saúde para que se verifiquem a autenticidade das máscaras. Menard declarou:

“Nossos códigos QR 2FA funcionam como um método e um sistema para transferir um ativo digital offline. Após os varejistas ou trabalhadores essenciais receberem um pacote, poderão digitalizar o código QR 2FA com um smartphone.”

Máscaras não podem ser marcadas

Para este caso de uso específico, Menard observou que a Real Items está oferecendo um serviço gerenciado à Tricol, gerenciando seu conjunto de aplicativos em nuvem que gera os registros não fungíveis aplicados à embalagem. A fim de motivos sanitários, as máscaras não podem ser marcadas, explicou Menard, por isso o motivo de marcar apenas as caixas:

“Entramos em nosso aplicativo na nuvem, criamos um modelo por produto e depois geramos NFRs com base na produção. As impressoras da cadeia de suprimentos existentes aplicam o 2FA como parte da etiqueta do OEM. Não tocamos em todas as máscaras por razões sanitárias lógicas, mas uma a cada três embalagens terão um NFR para autenticidade.”

 

Blockchain para autenticar máscaras faciais

O vice-presidente de vendas do Tricol Group, Corey Koscielniak, declarou que empresa fabrica aproximadamente de 5 milhões de máscaras KN95 por mês. Koscielniak disse que tudo que é produzido e sai do país, deve ser investigado com mais critérios:

“Muitas vezes é difícil obter informações confiáveis ​​de um fornecedor na China. Embora seja mais fácil manter alguém em segurança usando máscaras KN95, mas elas ainda são um produto ligeiramente diferente das máscaras N95. Atualmente, existe um grande problema com matérias-primas para máscaras KN95 na China e tem sido um desafio garantir o suprimento. Por sua vez, as máscaras estão se tornando mais caras e não confiáveis ​​em termos de qualidade.”

Koscielniak deixou claro que é muito mais fácil certificar autenticidade das máscaras KN95, trabalhando diretamente com a empresa produtora. Acrescentou: “Agora podemos rastrear tudo de volta à fonte, o que permitirá ao cliente se sentir melhor sobre nossos produtos”.

Tornando o caso válido para Blockchain

O principal desafio da implementação do blockchain, que parece ser uma solução altamente adequada para garantir a autenticidade das máscaras, são as regulamentações governamentais. A FDA diz que é preciso haver um sistema de verificação que mostra que as máscaras vindas da China são autênticas. Menard diz que “Atualmente, essa é a nossa única barreira de entrada”, e que a Real Items se encontra em uma parceria com uma grande empresa de consultoria. O objetivo é ajudar na validação do uso do blockchain para certificação da autenticidade das máscaras mencionadas acima, dentre outros produtos. O CEO da Items Company declara: “Ainda estamos passando pelo processo de tornar isso mais otimizado e oficial.”

Compartilhe este post

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
WhatsApp

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *