Preço do petróleo despenca enquanto Bitcoin sobe

preço do petróleo

A reunião dos países exportadores de petróleo acabou por ser adiada. O motivo disso? O preço do petróleo está despencando. Só no mês de janeiro, por exemplo, o valor do barril caiu cerca de 20%. Tudo não passa do medo da nova doença, o coronavírus.

Dessa forma, é esperado que a reunião se encerre com um acordo de ampla concordância quanto à redução na produção de petróleo. Assim, com uma menor quantidade do produto, o esperado é uma retomada dos preços. A economia básica diz que quando há um produto em excesso seu preço tende a diminuir.

Porém, um ativo continuou firme e forte conforme todos os outros vinham caindo. O Bitcoin, em resposta ao surto da doença, teve um aumento consistente de preço. Além disso, se a reunião dos países produtores de petróleo realmente terminar com um acordo de diminuição de produção, a tendência é uma alta no Bitcoin.

O preço do petróleo e o medo do coronavírus

O país que diminuiu mais sua demanda, como esperado, foi a China. Por conta da epidemia, houveram proibições de viagens internacionais além da estagnação de fábricas. Como a China é uma grande consumidora desse mercado, podemos esperar que as quedas no preço do petróleo estejam apenas no começo.

A redução da produção de petróleo já se iniciou na Líbia, onde mais de 800.000 barris por dia foram retirados do mercado. Além disso, houve a cogitação de redução feita pela Rússia e pela OPEP de mais de 1,8 milhões de barris.

No entanto, não se sabe ao certo o quanto tais atitudes irão impactar o mercado global, visto que o petróleo é vital para o bom funcionamento da economia mundial. Pode ser que essa redução agrave ainda mais os impactos do coronavírus no mundo, olhando pelo lado econômico.

O Bitcoin segue intocado

Embora essa relação de oferta e demanda acabe por causar turbulência em vários setores da economia, o Bitcoin continua em seu rápido crescimento. Só no início de fevereiro foi registrado um aumento de 2% no preço do Bitcoin. Essa é a prova de que ele não se abala por catástrofes globais.

O Bitcoin é tido como um investimento “seguro” em épocas de crise, pois sua esfera de atuação está fora do alcance dos problemas enfrentados pelas nações. Além disso, com uma desvalorização generalizada nas ações, o Bitcoin acaba por ser uma ótima alternativa de investimento.

Quando um país enfrenta uma grave crise econômica, por exemplo, sua moeda perde valor no mercado internacional. No entanto, investidores atentos podem optar por “salvar” patrimônio investindo em criptomoedas como o Bitcoin. Dessa forma, se o procedimento for feito rapidamente, ele conseguirá segurar o valor da moeda.

Em um momento oportuno ou até mesmo em outro país, é possível trocar os Bitcoins por moedas fiduciárias, como o dólar, sem ocorrer perda de patrimônio para o investidor. Essa jogada financeira é vista em economias que passam por grandes mudanças em pouco tempo.

Nos próximos anos é bem provável que vejamos uma alta na compra de Bitcoin por parte de investidores argentinos. A economia argentina apresenta os mesmos sintomas que a Venezuela antes da catástrofe econômica.

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