A Suécia virou refúgio para os cryptohackers que desviam o processamento e energia de dispositivos para a mineração de moedas digitais.

O número de ataques desse tipo cresceu 10.100 por cento na maior economia nórdica no quarto trimestre, o dobro do salto global, de acordo com o Relatório de Ameaças à Segurança na Internet de 2018 da Symantec.

E a coisa é que nem é ilegal. “O Cryptohacking, no qual você instala um programa sem minha permissão e rouba o processamento, é muito indelicado”, disse Ola Rehnberg, chefe de Segurança Corporativa Nórdica da Symantec. “Mas não é um crime em si. Então o hacker assume um risco muito pequeno”.

Mas isso custa para a sociedade. Mineração de moedas digitais pode retardar dispositivos, superaquecer baterias e, em alguns casos, inutilizar os dispositivos. Para as empresas, a corrida do ouro virtual pode colocar em risco as redes corporativas e aumentar o uso da unidade central de processamento da nuvem, adicionando custos.

Rehnberg disse que a coisa toda se tornou “uma indústria”, onde “os hackers trabalham das 9h a 17h de segunda a sexta-feira e tiram suas férias de Natal”.

A tendência de mineração de moedas na Suécia deve-se em parte à infiltração de websites, o que significa que um site irá roubar processamento enquanto você estiver nele. Mas também pode acontecer através da rota mais tradicional, onde o programa é instalado em um computador.

A Suécia é um bom alvo porque há muito interesse no Bitcoin, mas também porque o país é rico e as pessoas têm computadores rápidos e modernos.

“Esta é uma corrida”, disse Rehnberg. “Um computador mais rápido permite uma recompensa maior.”

À medida que os preços da moeda digital subiram, os negócios se tornaram muito lucrativos, embora as coisas pudessem mudar rapidamente.

“Então, os bandidos vão encontrar outras maneiras de ganhar dinheiro”, disse Rehnberg. Em algum momento no futuro eles terão como alvo sua casa.

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