Brasil faz investimento significativo em criptomoedas

Brasil faz investimento significativo em criptomoedas

Após o preço recorde do Bitcoin ser superado, o Brasil deu um passo significativo no mercado de criptomoedas ao investir R$25,5 milhões (aproximadamente US$4,2 milhões) em fundos de criptomoedas. Esse aumento no investimento coincide com um saldo positivo global mais amplo, onde as contribuições líquidas para fundos de criptomoedas totalizaram US$2,2 bilhões, segundo os dados mais recentes da CoinShares.

O Brasil agora acumula participações em criptomoedas de aproximadamente R$176 milhões até o ano de 2025, reforçando a crescente aceitação dos ativos digitais no país.

A CoinShares atribui esse aumento na atividade de investimento à empolgação em torno da posse do presidente Donald Trump, um evento que impulsionou o valor de memecoins como TRUMP e MELANIA, que dispararam até 13.000%. Além disso, o Bitcoin atingiu um pico notável em seu preço, alcançando novos patamares como resultado desse aumento no entusiasmo do mercado.

Outros países também desempenharam um papel importante no mercado global de criptomoedas durante esse período. Estados Unidos, Suíça, Canadá, Austrália e Hong Kong, entre outros, relataram entradas líquidas de US$2,099 bilhões, US$88,9 milhões, US$13,4 milhões, US$5,3 milhões e US$500.000, respectivamente. Por outro lado, Alemanha e Suécia tiveram saídas líquidas de US$14,5 milhões e US$2,4 milhões, marcando uma tendência contrastante em suas estratégias de investimento.

O total global combinado de ativos sob gestão (AUM) de investimentos em criptomoedas agora excedeu US$171,45 bilhões.

No Brasil, o mercado tem mostrado progresso significativo, com ativos sob gestão atingindo US$1,52 bilhão. Os cinco principais países por ativos totais sob gestão continuam sendo os Estados Unidos (US$133,38 bilhões), Suíça (US$7,8 bilhões), Canadá (US$6,57 bilhões), Alemanha (US$6,09 bilhões) e Suécia (US$4,06 bilhões).

O crescimento do investimento no Brasil é indicativo de uma tendência mais ampla de investidores institucionais e partes individuais entrando no mercado de criptomoedas. Por exemplo, a BlackRock experimentou entradas massivas de ativos em seus ETFs de criptomoedas, ou seja, o iShares Bitcoin Trust e o iShares Ethereum Trust, que, combinados, alavancaram US$897 milhões em entradas líquidas.

Depois da BlackRock, participantes significativos como Fidelity, Bitwise, ARK 21 Shares e 21Shares experimentaram uma entrada líquida de US$680 milhões US$216 milhões US$205 milhões, bem como US$79 milhões. No total, outros fundos de criptomoedas trouxeram US$233 milhões durante o período.

O Bitcoin continua a ser a maior criptomoeda em quantidade de entradas líquidas, com US$1,9 bilhão adicionados aos fundos relacionados ao Bitcoin. O Ethereum (ETH) veio logo atrás com US$246,2 milhões em entradas líquidas, enquanto cestas de ativos múltiplos como o XRP também tiveram contribuições significativas. Solana (SOL), Chainlink (LINK), Cardano (ADA) e Litecoin (LTC) fecharam o grupo de ativos de criptomoedas notáveis, obtendo fluxos de investimento positivos, embora com um volume menor.

O aumento do preço do Bitcoin e a crescente atenção institucional aos ativos de criptomoedas contribuíram para o sentimento otimista do mercado e impulsionaram uma nova onda de investimentos em escala global. Essa tendência é particularmente clara no Brasil, em muitos aspectos um cenário dominado por investidores de varejo e institucionais de criptomoedas.

Os crescentes investimentos do Brasil em fundos de criptomoedas refletem a mudança de posição do país no mercado global de criptomoedas. Embora as contribuições tenham variado em muitos países, a participação contínua do Brasil representa um nível maior de confiança na legitimidade da criptomoeda como um ativo de investimento. Sua colocação estratégica entre os seis principais países de gestão de patrimônio em ativos sob gestão é um sinal da crescente proeminência do país no mundo global de ativos digitais.

Na semana passada, o Brasil também deu grandes passos comprando na queda do preço do Bitcoin e comprometendo um extra de R$132 milhões para fundos de criptomoeda. Isso foi visto como uma tática pelos investidores brasileiros explorando a volatilidade e a dinâmica de preços do Bitcoin, demonstrando ainda mais o crescente apetite do país e a entrada no mercado de ativos digitais.

À medida que o Brasil continua a fazer investimentos estratégicos em criptomoedas, o papel do país no mercado global provavelmente crescerá. Devido ao recente pico de preço histórico do Bitcoin e à febre em torno da posse de Trump impulsionando o apetite do mercado, o país está se direcionando como um dos participantes mais importantes no mundo das criptomoedas em transformação.

Devido ao número crescente de investidores institucionais e de varejo participando do mercado, o Brasil tem visto um aumento significativo na sua participação em criptoativos globais. Isso fortalece ainda mais sua posição de liderança no setor financeiro digital, destacando o país como um dos principais players no ecossistema de criptomoedas.


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