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Stablecoin sintética da Ethena atinge recorde em receitas

Stablecoin sintética da Ethena atinge recorde em receitas

A Ethena Labs revelou um marco importante: sua plataforma de stablecoin sintética já arrecadou mais de US$ 500 milhões em receita total. Esse aumento se intensificou desde julho, mostrando ganhos rápidos tanto na receita quanto na oferta circulante de sua stablecoin sintética, USDe.

Só na última semana, o protocolo gerou US$13,4 milhões em receita, enquanto a oferta emitida de USDe atingiu a máxima histórica de US$11,7 bilhões

A ForkLog também destaca que seu rendimento de staking (sUSDe APY) gira em torno de 9%, e o token de governança ENA subiu aproximadamente 36,6% no último mês, sendo negociado a cerca de US$0,64

As métricas da DeFiLlama mostram que a USDe agora detém a terceira maior capitalização de mercado entre todas as stablecoins e atualmente lidera o segmento de stablecoins sintéticas.

De acordo com o CryptoPolitan, a USDe ultrapassou a marca de US$12,4 bilhões em capitalização de mercado, superando concorrentes como DAI e USDS para garantir sua posição atrás de USDT e USDC.

Esse influxo de capital dá ao programa de governança da Ethena — como a proposta de “troca de taxas” para detentores de ENA — uma base mais sólida, visto que duas das três metas estabelecidas (oferta de USDe acima de US$6 bilhões e receita acumulada acima de US$250 milhões) já foram atingidas; o que resta é a listagem em quatro grandes corretoras centralizadas.

A Ethena não está sozinha nessa ascensão. Outras stablecoins sintéticas também estão ganhando força:

  • A Sky Dollar (USDS) teve um aumento de 14% no valor de mercado;
  • A Falcon USD (USDf) subiu quase 89,4%.

Ao contrário das stablecoins lastreadas em moedas fiduciárias, as sintéticas utilizam mecanismos como hedge e backstops algorítmicos em vez de armazenar reservas fiduciárias reais. O modelo de hedge delta-neutro da Ethena, por exemplo, posiciona o USDe para gerar retornos, buscando manter a estabilidade de preços.

O mercado geral de stablecoins subiu cerca de 4% a 5% em agosto, passando de aproximadamente US$266,6 bilhões para cerca de US$277,8 a US$280,4 bilhões.

A clareza regulatória tem sido um fator positivo. Em julho, os EUA aprovaram a Lei GENIUS, estabelecendo as bases para a emissão regulamentada de stablecoins e dissipando algumas incertezas.

Enquanto isso, no cenário global:

  • O Financial Times relata que as stablecoins estão provocando uma reformulação nos sistemas financeiros globais — alguns países estão acelerando os planos para suas próprias CBDCs ou estruturas de stablecoins.
  • Uma carta da Ava Labs enfatizou que as stablecoins, longe de minar o dólar, na verdade aumentam sua utilidade global — especialmente sob regulamentações como a ‘Lei GENIUS’.
  • O Bank of America prevê um rápido crescimento das stablecoins em diversos setores, impulsionado pelo apoio legislativo e mudanças estruturais nos sistemas de pagamento e na infraestrutura em camadas.

O ganhador do Prêmio Nobel, Jean Tirole, alerta que a supervisão inadequada das stablecoins pode expor os contribuintes ao risco de resgate financeiro se a confiança fraquejar.

Na Europa, o Société Générale está lançando uma stablecoin atrelada ao dólar para uso institucional, alinhando-se às regulamentações da MiCA e sinalizando uma adoção institucional mais ampla.

O marco da Ethena sinaliza uma mudança transformadora na viabilidade das stablecoins sintéticas. Stablecoins sintéticas como o USDe estão redefinindo o cenário das criptomoedas. Ao alavancar modelos avançados de hedge e integrar-se a plataformas DeFi, elas oferecem rendimentos competitivos e alavancagem operacional.

No entanto, o entusiasmo não é isento de ressalvas: riscos como eventos de desvinculação, vulnerabilidades em contratos inteligentes e má gestão de reservas continuam sendo ameaças reais.


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