Por que 2025 remodelou a realidade regulatória das criptomoedas?

Em 2025, o mercado de criptomoedas passou de uma “corrida do ouro digital” especulativa para uma era altamente profissionalizada e com forte infraestrutura nas finanças globais. Essa transição foi definida pela ascensão das stablecoins — que se tornaram o principal meio de troca — e pelo endurecimento de estruturas regulatórias como a MiCA da UE e a LEI GENIUS dos EUA. No entanto, à medida que a adoção legítima crescia, 2025 também registrou um marco preocupante: os fluxos ilícitos atingiram o recorde de US$ 154 bilhões. Fluxos ilícitos atingiram US$ 154 bilhões.

Embora o BITCOIN continue sendo o maior ativo em valor de mercado, as stablecoins se tornaram oficialmente a “peça fundamental” do blockchain. No final de 2025, elas representavam mais de 50% do volume total de transações, com casos de uso institucionais, como liquidação internacional e folha de pagamento, tornando-se comuns. Nos mercados emergentes, elas se transformaram em um recurso vital. Stablecoins agora processam 60% das transações na Venezuela. Em países como a VENEZUELA, contornando sistemas bancários locais em colapso, as stablecoins agora processam mais de 60% de todas as transações digitais.

Esse crescimento criou uma presença permanente na infraestrutura financeira tradicional. Grandes processadores de pagamento, como STRIPE e VISA, integraram totalmente as liquidações com stablecoins em 2025, permitindo que os comerciantes recebam moeda fiduciária “instantaneamente”. STRIPE e VISA integraram liquidações instantâneas. Essa velocidade desafiou fundamentalmente os modelos SWIFT e de bancos correspondentes, reduzindo os tempos de liquidação de dias para meros segundos.

A profissionalização do setor foi acompanhada pela profissionalização de seus criminosos. A CHAINALYSIS relatou que endereços ilícitos receberam pelo menos US$ 154 bilhões em 2025, um aumento de 162% em relação a 2024. Esse salto foi impulsionado principalmente por atores estatais e sofisticadas evasões de sanções. Houve um aumento de 694% na evasão de sanções.

Os Pilares do Crime On-chain em 2025:

  • Tokens Estatutários: A RÚSSIA lançou seu token A7A5, lastreado em rublos, em fevereiro de 2025. O ativo processou mais de US$ 93 bilhões em seu primeiro ano antes de ser sancionado pela UE.
  • Explorações de Alto Valor: Hackers ligados à COREIA DO NORTE continuaram a quebrar recordes, incluindo a exploração da BYBIT em fevereiro de 2025, que resultou no roubo de US$ 1,5 bilhão — o maior da história. A BYBIT sofreu o maior roubo da história.
  • Preferência por Stablecoins: Criminosos preferem stablecoins pela liquidez e baixa volatilidade. Em 2025, elas representaram aproximadamente 84% de todo o volume de transações ilícitas.

A era do Velho Oeste da “regulação por meio da aplicação da lei” está chegando ao fim. Na UNIÃO EUROPEIA, o regulamento MiCA tornou-se totalmente operacional no final de 2025, forçando uma limpeza massiva do mercado. Diversas corretoras centralizadas removeram stablecoins não conformes, como o USDT, de suas listas para usuários europeus em abril de 2025. O USDT foi removido de corretoras na Europa.

Nos ESTADOS UNIDOS, a LEI GENIUS (Guiding and Establishing National Innovation for U.S. Stablecoins) ganhou apoio bipartidário, estabelecendo reservas obrigatórias de 1:1 e divulgações mensais. Essas leis transformaram a conformidade em um requisito essencial de infraestrutura. A partir de 2026, empresas que não incorporaram a “conformidade desde a concepção” estão sendo sistematicamente expulsas dos principais mercados. A conformidade tornou-se requisito de infraestrutura.

Apesar dos volumes ilícitos recordes, a participação geral da atividade criminosa permanece abaixo de 1% da criptoeconomia total. A história de 2025 não foi que as criptomoedas se tornaram mais criminosas, mas sim que se tornaram mais relevantes geopoliticamente.


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