O cenário financeiro global entra em 2026 com uma mudança decisiva na forma como os ativos digitais são percebidos pelas instituições mais poderosas do mundo. Enquanto 2024 foi marcado pela aprovação histórica de ETFs spot de Bitcoin, um relatório macroeconômico recente da BINANCE RESEARCH sugere que entramos agora em uma segunda rodada, mais profunda, de adoção institucional. Essa nova fase integra ativos de blockchain nos produtos principais. Essa nova fase é definida não apenas pelo acesso às criptomoedas, mas pela integração profunda de ativos de blockchain nos produtos principais e nos balanços patrimoniais dos gigantes tradicionais de Wall Street.
Liderando essa mudança está o MORGAN STANLEY, que recentemente sinalizou sua intenção de deixar de ser um simples distribuidor de produtos cripto para se tornar um originador primário. No início de janeiro de 2026, o banco protocolou declarações de registro S-1 junto à SEC para um ETF de Bitcoin e um ETF de Solana. MORGAN STANLEY protocolou registros para ETFs próprios. Este é um marco para o setor, pois representa a primeira vez que um grande banco de investimento patrocina seus próprios produtos cripto spot. O registro do Solana é particularmente notável porque inclui um componente de staking, que permitiria ao fundo gerar rendimento diretamente da participação na rede.
A infraestrutura de mercado em geral também está se estabilizando após um período de significativa incerteza. Um dos eventos mais observados do final de 2025 foi a proposta da MSCI de excluir as empresas de tesouraria de ativos digitais (DATCOs) de seus índices globais. Essas são empresas, como a STRATEGY de Michael Saylor, que detêm mais de 50% de seus ativos totais em Bitcoin. A MSCI decidiu não excluir as DATCOs dos índices. Em 6 de janeiro de 2026, a MSCI anunciou que não implementaria a exclusão na revisão de fevereiro, removendo um grande fator de incerteza que contribuiu para a alta volatilidade no final do ano passado.

Essa mudança institucional ocorre em um contexto de crescente concentração macroeconômica. Em 2025, o S&P 500 passou a ser fortemente dominado por um pequeno grupo de gigantes da tecnologia, com apenas dez empresas respondendo por mais de 53% dos ganhos totais do índice. Cripto é vista como ferramenta de diversificação necessária. Esse alto nível de concentração deixou os investidores profissionais apreensivos com os riscos de uma queda em um único setor. Como resultado, os ativos digitais estão sendo cada vez mais vistos como uma ferramenta de diversificação.
O cenário político nos ESTADOS UNIDOS está impulsionando ainda mais esse movimento da “segunda rodada”. Os esforços legislativos para estabelecer uma reserva estratégica de ativos digitais passaram de debates teóricos para discussões sérias no Congresso. Debate sobre reserva estratégica chega ao Congresso. A justificativa é simples: se o Bitcoin está se tornando um ativo de reserva global, o governo dos EUA quer garantir a soberania financeira. Esse movimento é apoiado pela implementação da LEI GENIUS, que proporcionou a clareza jurídica necessária para que bancos mantenham ativos em seus balanços.
À medida que olhamos para o restante de 2026, a distinção entre “mercados de criptomoedas” e “mercados tradicionais” está se tornando cada vez menos nítida. Com bancos lançando suas próprias carteiras digitais, ETFs oferecendo rendimentos de staking e governos nacionais debatendo estratégias de reserva, o setor foi muito além de suas raízes no varejo. A acumulação institucional sugere um mercado de alta estrutural. Embora o mercado não tenha atingido o “topo do ciclo” previsto em outubro, a US$ 126.000, a contínua acumulação institucional sugere que o mercado de alta estrutural de longo prazo permanece intacto.



