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Bitcoin e Ethereum se aproximam e podem mudar o rumo do mercado

Bitcoin e Ethereum se aproximam e podem mudar o rumo do mercado

O mercado de criptomoedas pode estar diante de um ponto de inflexão. Mesmo com o sentimento predominante de cautela entre investidores, alguns analistas enxergam sinais técnicos capazes de inverter a tendência atual. O próximo movimento pode redefinir o restante do ano.

Segundo o analista macro Jordi Visser, dois níveis específicos funcionam como gatilhos para uma possível reversão sustentável: Bitcoin acima de US$ 76 mil e Ethereum acima de US$ 2.400. Caso esses patamares sejam rompidos simultaneamente, ele acredita que o mercado pode entrar em uma trajetória mais consistente de alta. Os números são claros e o mercado observa de perto.

“Se o Bitcoin ultrapassar US$ 76 mil e o Ethereum US$ 2.400, isso pode marcar o início de um movimento sustentável.”

Atualmente, os preços ainda estão próximos, mas abaixo desses níveis. O Bitcoin gira em torno de US$ 71 mil, enquanto o Ethereum se mantém abaixo da faixa projetada, o que indica que o mercado está em uma zona de decisão. Estamos próximos, mas ainda não houve confirmação.

O cenário macroeconômico também influencia essa leitura. Dados recentes do Bureau of Labor Statistics mostram que o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos subiu 3,3% em março na comparação anual. Isso reforça a percepção de inflação persistente, o que pode pressionar ativos tradicionais e abrir espaço para alternativas como cripto. Inflação alta mantém investidores em busca de rendimento.

Além disso, o mercado de previsões aponta para uma redução no risco de recessão. Na plataforma Kalshi, a probabilidade de uma retração econômica em 2026 caiu para cerca de 24%, uma queda significativa nas últimas semanas. Esse ambiente mais estável favorece ativos de risco, incluindo criptomoedas. Menos medo de recessão pode significar mais apetite por risco.

“Acho que a inflação vai continuar elevada.”

A leitura de Visser contrasta com uma visão mais pessimista que ainda circula no setor. Parte dos analistas acredita que o mercado pode enfrentar novas quedas antes de qualquer recuperação consistente, com projeções apontando para níveis abaixo de US$ 60 mil para o Bitcoin. O consenso ainda está longe de existir.

Entre os nomes mais cautelosos está o veterano trader Peter Brandt, que sugere que o mercado pode revisitar mínimas ao longo do ano antes de estabelecer um fundo definitivo. Essa divergência de opiniões reforça o momento de incerteza. O mercado está dividido entre medo e oportunidade.

“Esse pode não ser o fundo do ciclo de baixa.”

Para Visser, no entanto, a própria forma de interpretar ciclos pode estar equivocada. Ele questiona a classificação rígida entre mercados de alta e baixa, especialmente em um contexto em que o Bitcoin opera próximo de máximas históricas. Em vez disso, defende uma visão mais dinâmica, em que períodos de ajuste fazem parte de um movimento maior de valorização. Nem toda correção significa um novo ciclo de queda.

Outro ponto relevante é a comparação com o mercado tradicional. Se índices como o S&P 500 apresentarem desempenho lateral, investidores podem buscar ativos com maior potencial de retorno, como criptomoedas. Esse deslocamento de capital pode funcionar como catalisador para novos movimentos de alta. Quando o mercado tradicional desacelera, o capital procura alternativas.

No fim, o cenário atual combina fatores técnicos e macroeconômicos que podem favorecer uma virada de tendência. Ainda não há confirmação, mas os níveis destacados funcionam como referência clara para o mercado. O próximo rompimento pode ser decisivo para o rumo das criptomoedas em 2026.


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