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Descubra as melhores criptomoedas para julho

Descubra as melhores criptomoedas para julho

O mercado de criptomoedas entra em julho carregando um dos ajustes mais severos dos últimos anos. Depois do topo histórico de outubro de 2025, quando o BITCOIN bateu perto dos US$ 126 mil, o ativo perdeu quase metade do valor em poucos meses, recuo que levou o índice de medo e ganância a semanas em território extremo. Parte desse capital migrou para a euforia da inteligência artificial, com bolsas americanas em máximas enquanto o setor cripto ainda busca chão.

André Franco, CEO da BOOST RESEARCH, vinha sinalizando essa correção antes que ela se aprofundasse. Segundo ele, a perda de suportes técnicos só confirmou um movimento que a casa já monitorava. O Bitcoin perdeu a casa dos US$ 75 mil, recuou até perto dos US$ 65 mil e chega a julho oscilando na faixa dos US$ 60 mil, preso a uma estrutura de baixa desde o topo de outubro de 2025 que ainda deixa a leitura técnica de curto prazo frágil.

O pano de fundo macroeconômico ajuda a explicar essa fragilidade. Fundos negociados em bolsa ligados ao Bitcoin encerraram o trimestre com o pior resultado desde o lançamento desses produtos, em 2024, somando bilhões de dólares em resgates líquidos. Boa parte dessa saída não representa fuga do mercado, e sim rotação para ações de semicondutores e outras apostas em inteligência artificial, movimento que analistas descrevem como reposicionamento de risco, não rejeição ao ativo.

Franco reforça esse diagnóstico ao comparar cripto com ativos tradicionais. Para ele, o investidor que antes buscava assimetria em moedas digitais encontrou alternativas de risco em outros lugares, com o ouro próximo dos US$ 4.000 a onça e o dólar mantendo força, num quadro em que o capital tradicional simplesmente não precisa mais do universo cripto para se expor a risco.

Mesmo com esse cenário, o analista aponta três ativos que, na sua leitura, reúnem a melhor combinação de fundamento e potencial para o mês: BITCOIN, SOLANA e HYPERLIQUID.

Apesar da fraqueza recente, Franco mantém o Bitcoin como o ativo central do setor, funcionando como termômetro de liquidez e confiança institucional. A recuperação da faixa entre US$ 68 mil e US$ 70 mil é o ponto que ele considera decisivo para aliviar a pressão de curto prazo. Sem isso, a perda da região dos US$ 60 mil poderia abrir espaço para uma queda adicional rumo aos US$ 55 mil, patamar que outras análises técnicas também têm citado como possível fundo do ciclo.

“O ponto mais importante para as próximas semanas é claro: o Bitcoin precisa reconquistar a região dos US$ 68 mil a US$ 70 mil para aliviar a pressão de curto prazo.”

Só um rompimento consistente acima dos US$ 97 mil mudaria, na visão do analista, a estrutura mais ampla da tendência. Até lá, o Bitcoin segue como posição de base do ciclo, tendendo a sofrer menos em quedas.

A segunda escolha de Franco é a SOLANA, que segundo ele ocupa parte do território antes dominado pelo ETHEREUM, sustentada por um ecossistema ativo em finanças descentralizadas, pagamentos e infraestrutura on-chain.

“A Solana entra na peça ocupando o espaço que antes pertencia ao Ethereum, e entra por fundamento e por fluxo.”

O avanço de fundos ligados à Solana também pesa a favor da tese, captando parte da rotação institucional enquanto os produtos de Bitcoin sofrem resgates. A receita on-chain da rede esfriou depois que a febre das memecoins perdeu força, reduzindo taxas e empurrando especuladores para plataformas de derivativos perpétuos.

Entre os três nomes, a HYPERLIQUID aparece como a aposta de maior força relativa. Seu token, HYPE, resiste melhor que a maioria das altcoins num mercado fragilizado, sustentado por um modelo em que parte das taxas geradas pela plataforma recompra o próprio token no mercado aberto.

“O motor por trás dessa resiliência é o modelo de receita da plataforma. Enquanto houver volume de negociação, existe um comprador estrutural do próprio token, financiado pela operação.”

Essa demanda estrutural diferencia a Hyperliquid de projetos que dependem só de narrativa ou emissão de tokens, e explica por que parte do capital que deixou memecoins se concentrou em plataformas de perpétuos. A expansão da corretora para negociar commodities, metais e petróleo em horários estendidos reforça sua posição híbrida entre infraestrutura cripto e bolsa global.

“A expansão da plataforma para além do cripto fortalece ainda mais essa posição. Num mundo em que eventos macroeconômicos e geopolíticos não respeitam mais o horário convencional dos mercados, essa capacidade operacional ganha valor.”


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