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Stablecoins pareadas em euro cresceram 128%

O arcabouço normativo para o ecossistema de ativos virtuais no continente europeu começou a colher seus primeiros resultados estruturais no segmento de paridades digitais. Relatório divulgado pela empresa de infraestrutura financeira DECTA indica que a capitalização de mercado das moedas pareadas em euro ajustadas às regras europeias registrou um salto expressivo ao longo dos últimos doze meses. O crescimento expressivo na oferta dos tokens reflete a corrida das emissoras para obter adequação operacional antes do encerramento definitivo da janela de transição regulatória na União Europeia.

Apesar da forte expansão percentual, o mercado atrelado à divisa comunitária ainda representa uma fração modesta perante a hegemonia global das emissões indexadas ao dólar norte-americano. A liquidez agregada dos ativos em euro corresponde a menos de um por cento do volume total movimentado pelas moedas digitais pareadas no dólar. O cenário demonstra que, embora a clareza institucional atraia novos emissores para a região, a preferência global por liquidez na moeda norte-americana permanece como a principal força do setor de finanças descentralizadas.

(Capitalização de mercado das oito principais stablecoins atreladas ao euro.)

O avanço da regulação regional reativou um intenso debate entre parlamentares, entidades setoriais e analistas econômicos sobre o equilíbrio entre segurança jurídica e competitividade comercial. Representantes da organização BLOCKCHAIN FOR EUROPE argumentam que exigências rigorosas de custódia de reservas e a proibição do pagamento de juros tornaram os tokens europeus menos atraentes para investidores e plataformas de negociação. Para a entidade, as travas operacionais impostas pelo modelo regulatório reduzem o poder de reação das empresas locais perante os concorrentes globais.

“Os requisitos de reserva da MiCA e a proibição de pagamentos de juros colocaram os tokens em euro em desvantagem comercial.”

A discussão sobre eventuais flexibilizações nas regras de reserva ganhou apoio de centros de estudo e consultorias econômicas sediadas na Europa. Propostas do think tank BRUEGEL sugeriram a redução das exigências de liquidez imobilizada para emissores e a abertura de linhas de suporte junto às autoridades monetárias para fortalecer o ecossistema. A intenção das propostas era garantir que as ferramentas de pagamento baseadas na divisa europeia pudessem disputar espaço com o avanço acelerado do dólar digital nas redes públicas de blocos.

“Regras mais flexíveis poderiam ajudar o mercado de stablecoins em euros a competir com os tokens lastreados em dólar.”

A reação das autoridades financeiras às propostas de afrouxamento regulatório ocorreu de forma imediata e contundente. Lideranças do BANCO CENTRAL EUROPEU alertaram os ministros das finanças comunitários de que a expansão descontrolada dessas emissões privadas poderia drenar depósitos bancários e comprometer a eficácia da política monetária regional. Além disso, os diretores do órgão descartaram que a aplicação de padrões prudenciais elevados seja responsável pelo domínio do dólar no ecossistema digital.

“A expansão da emissão de stablecoins em euros poderia enfraquecer o crédito bancário e complicar a política monetária.”

O encerramento do prazo de transição estabelece um divisor de águas para qualquer empresa que preste serviços relacionados a ativos virtuais nos países membros do bloco. A exigência de autorização formal para operação consolida o ambiente europeu como um dos mais supervisionados do mundo, impondo obrigações rígidas de governança, auditoria e salvaguarda de ativos. O setor agora aguarda para observar se a previsibilidade jurídica compensará os custos de conformidade no longo prazo.


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