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União Europeia licencia mais provedores de criptoativos

União Europeia licencia mais provedores de criptoativos

A consolidação do arcabouço regulatório para o mercado de criptoativos na União Europeia alcançou um novo marco técnico importante com a expansão da lista oficial de entidades autorizadas. A ESMA atualizou recentemente o registro público mantido sob as diretrizes do regulamento MICA, incluindo doze novas empresas operacionais ao cadastro comunitário. A medida visa aumentar a transparência e a segurança jurídica para os investidores em todo o continente europeu.

Com a inclusão dos novos prestadores de serviços autorizados, o cadastro mantido pela ESMA passou a contabilizar centenas de instituições habilitadas a operar legalmente no bloco comunitário. A atualização reflete o encerramento gradual dos períodos de transição previstos na legislação aprovada pelos parlamentares europeus nos últimos anos. O avanço da supervisão integrada consolida um padrão rigoroso de governança para o mercado de ativos digitais.

Entre as novas adições ao registro oficial mantido pela ESMA, destaca-se a entrada de instituições financeiras bancárias de porte cooperativo originárias da Alemanha. Foram integrados ao cadastro os bancos VOLKSBANK RAIFFEISENBANK OBERBAYERN SÜDOST, VR BANK SCHLESWIG-HOLSTEIN MITTE e VR-BANK LANDAU-MENGKOFEN. A adesão de bancos tradicionais demonstra o interesse do setor bancário na oferta de custódia e negociação de ativos virtuais.

A atualização promovida pela autoridade europeia contempla também o licenciamento de entidades com sede na Espanha, como a BASQUE PAY e a FINTECH PAYMENTS. No ecossistema francês, quatro empresas obtiveram a chancela regulatória para operar sob as regras do MICA: FINARY, WOORTON, BLOCKCHAIN PROCESS SECURITY e SHARES FINANCIAL ASSETS. A diversificação geográfica dos participantes fortalece a integração do mercado comunitário.

(Doze CASPs foram adicionados na atualização do registro MiCA da ESMA de 31 de julho.)

Além de expandir a lista de entidades devidamente autorizadas, a ESMA atualizou o seu cadastro público voltado para a identificação de operadoras não conformes com as exigências do MICA. O alerta incluiu três empresas sinalizadas diretamente pela autoridade reguladora do mercado financeiro italiano, a CONSOB. A sinalização oficial abrangeu as operadoras CERVO RENDISCO, FLANDENZO e CORONA FONDENZA, reforçando os mecanismos de proteção ao consumidor.

A inclusão de nomes no cadastro de entidades não conformes visa proibir a prestação irregular de serviços de custódia e negociação dentro das fronteiras da União Europeia. A lista de alerta mantida pela ESMA conta agora com mais de uma centena de plataformas mapeadas por reguladores nacionais em diferentes países do bloco. A fiscalização coordenada dificulta a atuação de empresas clandestinas no espaço econômico europeu.

A revisão divulgada pela ESMA manteve inalterados os registros referentes aos emissores de tokens de moeda eletrônica autorizados a operar segundo as regras do MICA. A lista contabiliza dezenas de instituições financeiras e de pagamento habilitadas para a emissão de moedas estáveis lastreadas na região europeia. Esse pilar normativo busca assegurar reservas segregadas e auditáveis para cada ativo em circulação.

No segmento de tokens referenciados a ativos, o cadastro comunitário mantido pela ESMA permanece sem qualquer emissor formalmente registrado até o momento. A ausência de registros reflete o nível elevado de exigências operacionais e de capital impostos às estruturas de garantia de ativos híbridos no continente. Os requisitos prudenciais e de liquidez exigem auditorias contínuas sobre os colaterais.

A implementação do MICA estabeleceu um marco global ao padronizar regras de governança, segregação patrimonial e proteção contra a lavagem de dinheiro em todos os estados membros da União Europeia. A exigência de licença prévia elimina a fragmentação regulatória e permite que empresas autorizadas operem em toda a região via passaporte comunitário. O modelo unificado estimula a atração de capital institucional.

As instituições bancárias tradicionais e as fintechs que obtiveram o licenciamento recente passam a contar com um ambiente regulado para estruturar produtos baseados na tecnologia blockchain. A combinação de custódia segura, transparência nas taxas e supervisão pública tende a aumentar a confiança dos clientes corporativos e de varejo. A conformidade regulatória torna-se um diferencial competitivo determinante para os provedores de serviços.

A atuação conjunta entre a ESMA e autoridades nacionais como a CONSOB fortalece a supervisão transfronteiriça contra fraudes e abusos de mercado no setor de ativos digitais. A publicação diária de registros públicos permite que investidores e parceiros comerciais verifiquem a situação cadastral de cada empresa antes de realizar transações. A transparência informativa consolida o ecossistema financeiro digital europeu e reduz incertezas no mercado.


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