O cenário financeiro global testemunhou uma divergência dramática, com a crescente guerra comercial transatlântica colocando os ativos digitais em conflito com os tradicionais ativos de refúgio. O BITCOIN sofreu uma queda acentuada de US$ 3.500, despencando de aproximadamente US$ 95.450 para pouco menos de US$ 92.000, em reação às ameaças agressivas de tarifas do presidente Donald Trump. Essa volatilidade repentina eliminou mais de US$ 860 milhões em posições alavancadas, destacando uma tendência persistente do ativo de se comportar como uma ação de tecnologia de alto beta durante choques geopolíticos imediatos.
O catalisador para essa turbulência no mercado foi o anúncio da proposta de tarifas de 10% contra oito países europeus que resistiram aos esforços dos EUA para adquirir o território autônomo da Dinamarca. A lista inclui aliados importantes como França, Alemanha e Reino Unido, com Trump alertando que essas tarifas podem chegar a 25% até junho. Essa “coerção econômica” provocou uma forte reação em BRUXELAS, onde os líderes preparam uma resposta que poderá redefinir o comércio global na próxima década.

O presidente francês, Emmanuel Macron, liderou a ofensiva ao instar a ativação do Instrumento Anticoerção da UE, popularmente conhecido como bazuca comercial. Essa ferramenta legislativa permite que o bloco ignore os requisitos tradicionais de consenso unânime, possibilitando medidas retaliatórias rápidas. A UNIÃO EUROPEIA estaria considerando a reativação de quase 93 bilhões de euros em tarifas suspensas, atingindo desde produtos agrícolas até máquinas industriais americanas, em uma escalada sem precedentes na diplomacia moderna.
Enquanto os ativos digitais enfrentavam forte pressão de venda, os metais preciosos registraram uma alta histórica. Os contratos futuros de ouro atingiram níveis recordes acima de US$ 4.660 por onça, enquanto a prata disparou para mais de US$ 93. O capital institucional ainda prioriza a certeza física do ouro em tempos de conflito soberano, sugerindo uma dissociação temporária da narrativa de escassez digital. A corrida aos metais reforçou o sentimento de “venda de ativos americanos” diante do temor de um choque estagflacionário sistêmico.
Os interesses geopolíticos na Groenlândia envolvem a “nova fronteira” do Ártico, onde o derretimento do gelo abre rotas comerciais vitais e acesso a minerais essenciais. O governo americano justificou a disputa como uma necessidade de segurança nacional contra a influência russa e chinesa, mas os líderes europeus veem isso como um ataque à ordem internacional. A presença de militares europeus na Groenlândia adicionou tensão física ao impasse, transformando uma disputa territorial em um ponto de ruptura diplomático global.
Para os analistas de criptomoedas, a queda serve como um lembrete de que a identidade do BITCOIN como “ouro digital” ainda está em construção. Quando o apetite global por risco evapora, o BITCOIN frequentemente se torna vítima de uma “corrida à liquidez” para cobrir perdas em outros setores. No entanto, um enfraquecimento das moedas fiduciárias pode desencadear uma forte recuperação a longo prazo, mantendo o valor fundamental do ativo descentralizado no radar dos investidores mais resilientes.
Com a aproximação do prazo de 1º de fevereiro para as tarifas iniciais, o mercado permanece em estado de alerta máximo. Os investidores monitoram a possibilidade de uma fase de “redução de risco”, migrando para títulos do Tesouro para evitar as consequências da guerra tarifária retaliatória. A recuperação do Bitcoin dependerá da rapidez com que a crise transatlântica for resolvida, testando sua capacidade de se desvincular da trajetória descendente dos mercados acionários tradicionais.


