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Altcoins em colapso – quase 40% perto de mínimas históricas

Altcoins em colapso – quase 40% perto de mínimas históricas

O mercado de altcoins atravessa um dos momentos mais difíceis do atual ciclo das criptomoedas. Segundo análise recente da plataforma de dados CRYPTOQUANT, cerca de 38% desses ativos estão negociando próximos de seus níveis mínimos históricos. A queda é mais profunda do que a registrada após o colapso da FTX.

O analista conhecido como Darkfost afirma que o cenário atual reflete um ambiente macroeconômico desfavorável para ativos considerados de maior risco. Em momentos de aversão ao risco, investidores tendem a migrar para instrumentos mais consolidados — dentro e fora do mercado cripto.

Esse comportamento faz com que o setor de criptomoedas seja um dos primeiros a sentir os efeitos de mudanças no apetite global por risco. Altcoins costumam ser as primeiras a sofrer nesses ciclos.

Segundo o analista, o indicador que mede a porcentagem de altcoins negociando perto de mínimas históricas atingiu níveis alarmantes. Em abril de 2025, esse número chegou a 35%. Logo após o colapso da exchange FTX em 2022, o indicador havia alcançado 37,8%. Hoje, a taxa supera ambos os momentos.

“Esse gráfico ilustra perfeitamente a situação atual das altcoins. Os investidores continuam cautelosos e o interesse nesses ativos segue diminuindo.”

(Percentual de altcoins negociadas em ou perto de mínimas históricas.)

O termo altcoin é utilizado para designar qualquer criptomoeda que não seja o Bitcoin. Entre os exemplos mais conhecidos estão projetos como Cardano, Polkadot e Polygon.

Esses ativos têm apresentado forte volatilidade no atual ciclo de mercado. O token ADA, da rede Cardano, está sendo negociado pouco acima de US$ 0,10 — muito próximo de sua mínima histórica de US$ 0,17. Já o DOT, da rede Polkadot, chegou a cair para US$ 1,13 no mês passado antes de recuperar cerca de 33% desde então.

Enquanto isso, o token POL, ligado ao ecossistema Polygon, continua operando a poucos centavos de sua mínima histórica, registrada em aproximadamente US$ 0,08. Muitos projetos ainda não conseguiram se recuperar do inverno criptográfico.

Outro fator que ajuda a explicar essa queda é a redistribuição de liquidez entre diferentes mercados. Segundo Darkfost, parte do capital que antes circulava no ecossistema cripto está sendo redirecionada para outros setores financeiros. Entre os destinos mais comuns estão o mercado de ações e commodities.

Durante o pico de volatilidade registrado em 10 de outubro — dia marcado por uma forte queda no mercado cripto — o volume diário de negociação chegou a ultrapassar US$ 417 bilhões, de acordo com dados da COINMARKETCAP.

(A métrica Total3, que acompanha a capitalização de mercado de todo o mercado de criptomoedas, excluindo BTC e ETH, retornou aos níveis de novembro de 2024.)

Desde então, a atividade diminuiu significativamente. Entre fevereiro e março de 2026, os volumes diários oscilaram entre US$ 49,4 bilhões e US$ 268 bilhões.

Essa retração também aparece no indicador conhecido como TOTAL3 — métrica que acompanha o valor de mercado de todas as criptomoedas, excluindo Bitcoin e Ethereum. O índice recuou para níveis observados pela última vez em novembro de 2024. A liquidez desapareceu do mercado de altcoins.

Apesar do cenário negativo, alguns analistas acreditam que a queda atual pode representar uma oportunidade para investidores de longo prazo. Segundo Darkfost, o movimento representa a maior regressão já observada neste ciclo específico do mercado cripto.

Historicamente, períodos de capitulação extrema costumam anteceder novas fases de recuperação. Quando o pessimismo atinge o auge surgem oportunidades.

Indicadores de sentimento também mostram um declínio acentuado no interesse público por altcoins. Dados da plataforma de análise SANTIMENT indicam que as menções a esses ativos nas redes sociais atingiram os níveis mais baixos em dois anos.

(O volume de buscas mundiais do Google por “altcoins” voltou ao nível mais baixo em um ano.)

A tendência se repete nos dados de busca online. Informações do GOOGLE TRENDS mostram que pesquisas globais pelo termo “altcoins” caíram para apenas 4 pontos em uma escala de 0 a 100. Especialistas apontam que o fenômeno pode estar relacionado a um processo de drenagem de liquidez. Segundo Jimmy Xue, cofundador da plataforma de liquidez AXIS, o mercado de altcoins sofre com mudanças bruscas de sentimento.

“As altcoins enfrentam um dreno de liquidez, onde até pequenas mudanças de percepção podem desencadear vendas exageradas.”

Ele explica que, ao contrário do Bitcoin, muitas altcoins ainda não possuem apoio institucional robusto nem uma narrativa consolidada de reserva de valor. Sem narrativa forte, o capital simplesmente migra.

Outro fator que contribui para o enfraquecimento das altcoins é a explosão no número de novos tokens no mercado. Atualmente, existem mais de 36,8 milhões de criptomoedas listadas na plataforma COINMARKETCAP.

Esse crescimento massivo dilui a atenção dos investidores e fragmenta o capital disponível. Além disso, a criação de ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos mudou significativamente a dinâmica do mercado.

Esses instrumentos financeiros permitem que investidores institucionais tenham exposição ao Bitcoin sem precisar comprar criptomoedas diretamente, o que tende a concentrar capital no ativo mais consolidado do setor. No novo mercado institucional, o Bitcoin domina, e as altcoins lutam para sobreviver.


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