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Bitcoin chega ao fim do ciclo de quatro anos

Bitcoin chega ao fim do ciclo de quatro anos

O Bitcoin pode estar próximo de estabelecer um fundo de mercado à medida que o tradicional ciclo de quatro anos se aproxima do fim, segundo Jan van Eck, CEO da VanEck. Para ele, o movimento atual é mais cíclico do que estrutural.

Em entrevista à CNBC, van Eck afirmou que o comportamento recente do Bitcoin tem sido guiado principalmente pelo mecanismo de oferta limitada — teto fixo de 21 milhões de moedas — e pelo evento de halving, que reduz pela metade a recompensa paga aos mineradores a cada quatro anos.

“Nossa visão para 2026 é que o Bitcoin é governado por essa oferta limitada e pelo ciclo de halving, em que os mineradores recebem metade do número de Bitcoins a cada quatro anos.”

Segundo ele, o padrão histórico tem sido consistente: três anos consecutivos de alta seguidos por um quarto ano de queda acentuada. 2026 seria justamente esse quarto ano.

“Há um ciclo de investimento: o Bitcoin sobe por três anos seguidos e cai de forma bastante significativa no quarto ano. 2026 é esse quarto ano. É por isso que estamos em um mercado de baixa. Acho que podemos complicar demais. Agora acredito que estamos formando um fundo.”

O debate sobre o ciclo quadrienal ganhou força nos últimos anos, especialmente após a entrada de investidores institucionais e o lançamento de ETFs à vista nos Estados Unidos. Parte dos analistas argumenta que o amadurecimento do mercado e fatores macroeconômicos globais podem reduzir a influência do padrão histórico.

Entre os argumentos contrários à tese do ciclo estão a crescente demanda institucional, a fraqueza do dólar americano e avanços regulatórios favoráveis ao setor. O mercado de hoje é diferente do de 2016 ou 2020.

No momento, o Bitcoin acumula alta de 2,6% nas últimas 24 horas e é negociado em torno de US$ 68.400, segundo dados da CoinGecko. Na semana, o avanço é de aproximadamente 7,6%.

A recuperação recente coincide com o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, após Estados Unidos e Israel realizarem ataques aéreos contra o Irã, seguidos por retaliações iranianas. O ambiente de incerteza elevou a busca por ativos alternativos.

Van Eck sugeriu que parte do movimento de alta pode estar relacionada ao uso de trilhos de pagamento em criptomoedas para movimentação de recursos em regiões sob instabilidade.

“Quando se pensa em uma solução envolvendo o Irã, como você vai mover dinheiro? É uma região muito favorável a cripto, Emirados Árabes Unidos, Dubai.”

Ele acrescentou que, em contextos de sanções ou sistemas bancários fragilizados, redes cripto podem oferecer alternativa mais ágil e independente. Geopolítica e liquidez continuam influenciando o preço.

Historicamente, períodos de instabilidade global já impulsionaram o Bitcoin tanto como ativo de risco quanto como instrumento de proteção contra restrições financeiras. A dualidade permanece.

A tese de van Eck reforça a leitura de que o mercado atual pode representar a fase final de um ciclo corretivo. No entanto, a confirmação de fundo depende de fatores como fluxo consistente para ETFs, melhora no sentimento e estabilidade macroeconômica.

Se o padrão histórico se repetir, o quarto ano de retração pode dar lugar a uma nova fase de expansão. A questão agora é se o ciclo ainda dita o ritmo — ou se o mercado entrou em uma nova era.


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