[ccpw id="10361"]

Bitcoin desacelera queda, mas mercado de baixa ainda não terminou

Bitcoin desacelera queda, mas mercado de baixa ainda não terminou

O ritmo de queda do Bitcoin perdeu força nas últimas sessões, mas analistas afirmam que ainda não há confirmação de reversão estrutural do mercado de baixa. A pressão diminuiu, mas a tendência não mudou.

Em atualização divulgada na terça-feira, a 10x Research afirmou que o Bitcoin não conseguiu acelerar novas quedas mesmo diante de manchetes negativas no cenário macroeconômico, o que pode indicar perda de momentum vendedor.

“Bitcoin falhou em acelerar para baixo diante de notícias de aversão ao risco, sinal de que a pressão negativa pode estar perdendo força.”

Segundo os analistas, o ativo voltou a negociar acima da média móvel de 20 dias, próxima de US$ 68.500, enquanto as Bandas de Bollinger estão se estreitando — configuração que costuma preceder movimentos mais amplos de volatilidade.

Na noite de segunda-feira, o Bitcoin chegou a ultrapassar US$ 70 mil na Coinbase, mas recuou para a região de US$ 68.400, de acordo com dados da TradingView.

O nível de US$ 62.500 foi testado três vezes recentemente e se manteve firme, reforçando-o como suporte relevante. O suporte tem sido respeitado.

Além disso, indicadores técnicos começam a mostrar sinais positivos. Tanto o RSI (Índice de Força Relativa) quanto o estocástico diário apontam divergências altistas, sugerindo estabilização do momentum dentro de uma estrutura ainda baixista.

(Bitcoin vs. estocástico diário.)

Apesar desses indícios, a 10x Research concluiu que o cenário representa uma mudança tática relevante, mas ainda não uma virada estrutural confirmada.

A volatilidade está comprimida, os fluxos para ETFs melhoraram e o desconto da Coinbase — indicador que mede pressão vendedora no mercado americano — desapareceu. Segundo os analistas, essas não são características típicas de um mercado prestes a iniciar nova perna de queda acentuada.

Ainda assim, o modelo de alocação da casa continua classificando o Bitcoin como inserido em regime de mercado de baixa, o que implica que exposições altistas devem ser tratadas como estratégias táticas, não posicionamentos estruturais de longo prazo.

Justin d’Anethan, chefe de pesquisa da Arctic Digital, destacou que uma série de eventos macroeconômicos e específicos do setor cripto pressionaram os preços recentemente. No entanto, segundo ele, o mercado passou de um estado “frenético” para um comportamento mais comedido.

“O fato de a pressão de venda não estar tendo tanto impacto, apesar de tarifas, risco de guerra ou frustração com cortes de juros, sugere que os vendedores podem estar exaustos ou que compradores estejam acumulando nessas faixas.”

O mercado parece menos emocional. Já Andri Fauzan Adziima, líder de pesquisa da Bitrue, avalia que o enfraquecimento do movimento de queda está ligado principalmente às taxas de financiamento negativas nos mercados de derivativos.

Quando as taxas de financiamento ficam negativas, vendedores em contratos futuros perpétuos pagam para manter posições vendidas. Esse cenário pode gerar concentração excessiva de apostas na queda e abrir espaço para um short squeeze — movimento em que a alta forçada liquida posições vendidas.

Foi o que ocorreu após o Bitcoin reagir a partir da mínima de US$ 63 mil, forçando liquidações e reduzindo a pressão vendedora no curto prazo.

Apesar disso, Adziima ressalta que ainda não houve reversão confirmada, já que faltam fluxos estruturais de capital e catalisadores macroeconômicos mais claros. A tendência de baixa iniciada após o topo histórico permanece, com liquidez frágil e resistência técnica à frente. O alívio pode ser temporário.

O panorama atual sugere consolidação e possível oscilação lateral nas próximas semanas. Enquanto os indicadores técnicos apontam estabilização, a ausência de impulso estrutural impede conclusão definitiva de que o mercado tenha deixado para trás a fase baixista.

Para investidores, o momento exige cautela: sinais táticos positivos coexistem com uma estrutura macro ainda indefinida.


Veja mais em: Bitcoin | Criptomoedas | Investimentos

Compartilhe este post

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp