O debate de longa data sobre a melhor forma de preservar riqueza atingiu o auge com a proximidade do fim de 2025. Por mais de uma década, o Bitcoin tem servido como um veículo de alto desempenho para capital, ostentando uma valorização impressionante de mais de 27.000% desde 2015. Em contraste, a prata e o ouro apresentaram ganhos mais modestos, de aproximadamente 400% e 280%, respectivamente. Embora esses números pareçam pintar um quadro claro de domínio do recém-chegado digital, a recente alta dos metais preciosos revitalizou os argumentos dos tradicionalistas. Embora o Bitcoin domine a década com 27.000% de alta, a recente valorização dos metais preciosos revitalizou os argumentos dos investidores tradicionalistas.
Peter Schiff, um incansável defensor do ouro, questionou essa comparação de dez anos, sugerindo que os últimos quatro anos contam uma história bem diferente. Ele acredita que a era dos ganhos massivos do Bitcoin passou e que estamos entrando em uma fase em que os ativos físicos recuperarão seu status. Essa visão está ganhando força à medida que o ouro atinge recordes históricos de US$ 4.533 por onça e a prata se aproxima de US$ 80. Esses marcos estão ocorrendo ao mesmo tempo em que o Bitcoin permanece quase 30% abaixo de sua máxima histórica, criando uma divergência notável no desempenho do mercado. Peter Schiff acredita que a era dos ganhos massivos do Bitcoin passou e que os ativos físicos recuperarão seu status em breve.

A mecânica da oferta e da demanda é fundamental para explicar por que esses ativos se comportam de maneira tão diferente ao longo de longos períodos. Matt Golliher, especialista em gestão de patrimônio, destaca que commodities tradicionais como ouro e prata sofrem com um problema de oferta sempre que seus preços sobem. Quando a mineração se torna mais lucrativa, as empresas encontram maneiras de trazer ao mercado fontes antes inacessíveis, aumentando efetivamente a oferta e arrefecendo os preços. O Bitcoin evita essa armadilha com sua oferta estritamente fixa, o que significa que nenhuma valorização de preço jamais poderá desencadear a criação de mais de 21 milhões de moedas. O Bitcoin evita a armadilha da oferta elástica com seu limite estrito de 21 milhões de moedas, independente da valorização do preço.

Apesar de suas diferentes mecânicas de oferta, ambas as classes de ativos estão sendo moldadas pela rápida desvalorização do dólar americano. O dólar está a caminho de seu pior desempenho anual em uma década, com o índice DXY caindo quase 10% somente em 2025. Essa fraqueza é impulsionada por déficits fiscais persistentes e uma economia em desaceleração, o que levou os investidores a protegerem seus investimentos contra uma maior perda de poder de compra. Quando a moeda de reserva global vacila, os ativos escassos são geralmente os principais beneficiários, à medida que as pessoas buscam proteção contra a desvalorização da moeda. O índice DXY caiu quase 10% em 2025, impulsionando investidores a buscarem proteção em ativos escassos contra a desvalorização do dólar.

Arthur Hayes, cofundador da BITMEX, vê um catalisador específico no horizonte que pode unir investidores em ouro e Bitcoin. Ele identificou um programa do FEDERAL RESERVE chamado Compras de Gestão de Reservas (Reserve Management Purchases), que descreve como uma forma de flexibilização quantitativa disfarçada. Ao injetar aproximadamente quarenta bilhões de dólares em liquidez no sistema bancário a cada mês, o Fed está essencialmente expandindo a oferta monetária, mesmo que use jargões técnicos para disfarçar. Hayes argumenta que, assim que o mercado perceber que a máquina de imprimir dinheiro está funcionando a todo vapor, veremos uma reavaliação massiva de todos os ativos escassos. Arthur Hayes argumenta que a injeção mensal de quarenta bilhões de dólares pelo FEDERAL RESERVE provocará uma reavaliação massiva de ativos escassos.
Esse influxo de liquidez é particularmente interessante porque tende a fluir primeiro para ativos considerados seguros antes de se espalhar para os mais especulativos. Atualmente, vemos o ouro e a prata capturando a onda inicial de capital cauteloso, enquanto o mercado de criptomoedas permanece em estado de extremo temor após as liquidações do final de 2025. Se a história serve de guia, este período de consolidação para o Bitcoin pode ser o cenário para uma recuperação massiva. A diferença de desempenho entre os metais preciosos e o ativo digital é tão grande que uma reversão à média poderia levar a um crescimento explosivo. O período atual de consolidação do Bitcoin, em contraste com a alta dos metais, pode preparar o cenário para uma recuperação explosiva.
Ao olharmos para 2026, a questão não é mais qual ativo é melhor, mas como ambos responderão a um ambiente cada vez mais inflacionário. Seja qual for a sua preferência, a estabilidade comprovada do ouro ao longo dos séculos ou a certeza matemática do Bitcoin, o fator determinante permanece o mesmo. A erosão contínua do valor das moedas fiduciárias está forçando todos a reconsiderar o que significa possuir um recurso verdadeiramente escasso. Nesta nova realidade econômica, o vencedor da última década e os campeões tradicionais podem se encontrar do mesmo lado em uma batalha muito maior contra a inflação. A erosão contínua das moedas fiduciárias está forçando uma reconsideração global sobre o que significa possuir um recurso verdadeiramente escasso.


