O Bitcoin ultrapassou recentemente a Amazon e se tornou o 5º maior ativo do mundo em valor de mercado, atingindo uma capitalização de mercado de aproximadamente US$2,4 trilhões.
A criptomoeda atingiu um novo recorde histórico de US$122.600 recentemente, representando um aumento de quase 13% em uma única semana. Esses desenvolvimentos refletem uma tendência na qual o Bitcoin está ganhando legitimidade institucional em meio a mudanças nas condições macroeconômicas e no impulso regulatório.
A ascensão do Bitcoin ao quinto maior ativo global é histórica. Com seu valor de mercado ultrapassando a marca de US$2,4 trilhões, o Bitcoin superou a avaliação da Amazon (cerca de US$2,3 trilhões), da prata (US$2,2 trilhões) e da Alphabet, empresa controladora do Google (cerca de US$2,19 trilhões). Também chegou a US$730 milhões da avaliação da Apple. Esse feito ressalta a rapidez com que o ativo digital ultrapassou empresas tradicionais em termos de valor de mercado.

Vários fatores contribuíram para a notável ascensão do Bitcoin. O capital institucional, impulsionado em grande parte pelos fluxos de entrada em fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin, tem sido um motor principal. A infraestrutura de suporte fornecida por grandes gestoras de ativos como BlackRock, Fidelity e outras reduziu muitas das barreiras que antes impediam a participação institucional.
Ao mesmo tempo, essa alta coincidiu com o aumento do suporte macroeconômico e regulatório global. A alta do Bitcoin ocorreu após uma semana de intensa atividade legislativa em Washington, conhecida coloquialmente como “Semana das Criptomoedas”. Durante esse período, o Congresso considerou vários projetos de lei importantes: a ‘Lei de Orientação e Estabelecimento de Inovação Nacional para Stablecoins’ dos EUA (‘GENIUS Act’), que estabelece uma estrutura regulamentada para stablecoins; a ‘Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais’ (‘CLARITY Act’), destinada a determinar se os criptoativos estão sob a supervisão da SEC ou da CFTC; e a ‘Lei Estadual de Vigilância Anti-CBDC’, que visa proibir o Federal Reserve de desenvolver uma moeda digital de banco central.
Além disso, uma Força-Tarefa de Ativos Digitais dos EUA propôs a formação de uma Reserva Estratégica de Bitcoin. Combinados com as prováveis decisões de taxas do Federal Reserve, esses desenvolvimentos políticos fortaleceram a posição do Bitcoin como um ativo de longo prazo.
Analistas de mercado veem essa atividade institucional como transformadora. Enmanuel Cardozo, analista de mercado da plataforma de tokenização Brickken, comentou que a ascensão do Bitcoin, ultrapassando a Amazon, valida sua posição como um veículo de investimento legítimo. Ele observou:
“Os fluxos contínuos de entrada de recursos de organizações como BlackRock e MicroStrategy reforçam o papel do Bitcoin como um ativo financeiro. Com o apoio regulatório e ventos macroeconômicos sustentados, o Bitcoin pode até ter o potencial de superar a capitalização de mercado da Apple, o que exigiria que o BTC ultrapassasse aproximadamente US$142.000.”
Caso apresente um desempenho superior, superando a avaliação da Microsoft, o Bitcoin precisaria atingir cerca de US$167.000 — um resultado que, em sua opinião, permanece viável em meio à forte demanda institucional.

O crescente domínio do Bitcoin também se alinha às tendências de adoção corporativa. O número de empresas de capital aberto que detêm BTC mais que dobrou desde o início de junho, passando de 124 para mais de 265. Essas empresas agora detêm aproximadamente 3,5 milhões de BTC coletivamente — cerca de 10% da oferta total — com quase 853.000 BTC (4%) em balanços corporativos e outros 1,4 milhão de BTC (6,6%) detidos por meio de ETFs de Bitcoin. Esse acúmulo ressalta a profundidade da convicção institucional.
Os ETFs de Bitcoin têm fornecido um fluxo constante de capital, marcando uma sequência de compras de sete dias que culminou em mais de US$1 bilhão em entradas. Comportamento semelhante já ocorreu antes; em fevereiro de 2024, os ETFs representaram cerca de 75% de todos os novos investimentos em Bitcoin durante uma alta de duas semanas que elevou os preços acima de US$50.000.

A comunidade financeira em geral está atenta. O atual status do Bitcoin como o quinto maior ativo ocorre enquanto os legisladores avançam com a legislação pró-criptomoedas, observando que o presidente Trump expressou apoio ao estabelecimento dos EUA como um centro global para ativos digitais. Isso se alinha à crescente aceitação do Bitcoin como “ouro digital“, com um limite de oferta fixo de 21 milhões.
Se o impulso institucional persistir e os reguladores mantiverem uma postura favorável, muitos preveem que o Bitcoin não apenas manterá essa posição, mas poderá até mesmo mirar mais alto — desafiando as maiores empresas do mundo.
