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Brasileiros passam quase 3 horas por semana falando com IA

Brasileiros passam quase 3 horas por semana falando com IA

A integração diária com redes conectadas atingiu patamares inéditos na sociedade dos brasileiros, alterando profundamente a alocação de tempo e os hábitos da população. Um levantamento internacional encomendado pela especialista em segurança cibernética NORDVPN e executado pela empresa de pesquisas CINT aponta que o brasileiro médio está a caminho de dedicar mais de cinco décadas de sua vida ao ambiente virtual, montante que representa mais de dois terços de sua expectativa de vida.

Esse crescimento expressivo em relação a levantamentos anteriores reflete a migração definitiva de atividades essenciais e de entretenimento para plataformas digitais.

“Passar meio século online não é apenas uma estatística. É uma mudança fundamental na experiência humana.”

O diretor de tecnologia da NORDVPN, Marijus Briedis, avalia que o fenômeno representa uma transformação estrutural no estilo de vida contemporâneo. A rotina conectada inicia-se no início da manhã e estende-se até o período noturno, evidenciando o esbatimento da fronteira entre o cotidiano presencial e a navegação digital, o que expõe os usuários a maiores riscos de privacidade.

A maior parcela do tempo despendido no ambiente virtual direciona-se ao consumo de conteúdo e redes sociais, somando dezenas de horas semanais distribuídas entre mídias sociais, streaming e música. Paralelamente, os dados registram a rápida incorporação da inteligência artificial às atividades diárias, com usuários dedicando cerca de três horas semanais à interação com assistentes virtuais e ferramentas automatizadas para otimizar tarefas cotidianas.

Apesar da alta exposição, o levantamento expõe uma acentuada vulnerabilidade quanto à proteção de dados individuais. A expressiva maioria dos entrevistados admite disponibilizar informações pessoais sensíveis em plataformas digitais, como nomes completos, datas de nascimento e endereços residenciais. Por outro lado, o uso de ferramentas de automação no âmbito corporativo apresenta maior cautela, com baixo índice de envio de documentos confidenciais de trabalho a sistemas de processamento de linguagem natural.

“A forma como utilizamos a tecnologia já ultrapassou em muito o simples consumo de conteúdo.”

A cultura do uso concomitante de múltiplos dispositivos também se consolidou, com parte expressiva da população utilizando redes sociais enquanto consome produções audiovisuais, demonstrando o hábito da segunda tela. Os dados coletados pela CINT junto a mil participantes nacionais reforçam que a conectividade contínua deixou de ser uma escolha pontual para se tornar a infraestrutura central das relações sociais, do lazer e do trabalho na atualidade.


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