Criptomoedas do Banco Central e a privacidade individual

Criptomoedas do Banco Central e a privacidade individual

As implicações de privacidade de criptomoedas do Banco Central foram debatidas por líderes da indústria e por especialistas em direito do setor. Conhecidas como CBDCs, durante o painel “Money Re-Imagined” como parte do Consensus: Distributed on Monday.

O ex-secretário do tesouro dos Estados Unidos e ex-economista-chefe do Banco Mundial, Lawrence Summers, alegou que o sistema monetário fiduciário atual apresenta diversas questões de privacidade avançada. Summers complementou dizendo que um CBDC deveria estar facilitando maiores capacidades de supervisão.

“Muita privacidade” no sistema atual?

O ex-secretário também argumentou sobre o apoio ao movimento anônimo de somas multimilionárias em dinheiro. Summers não acredita que este deveria ser um dos objetivos de tal política financeira:

“De todas as liberdades importantes, a capacidade de possuir, transferir e fazer negócios com somas multimilionárias parece-me uma das liberdades menos importantes que os governos deveriam preservar. […] O caso das criptomoedas do banco central consiste em equalizar o campo de jogo entre participantes cada vez menores e dificultar o florescimento de formas anônimas de financiamento.”

As questões de privacidade estão nas mãos dos legisladores

Defensor da adoção regulatória do Blockchain por Wyoming, Caitlin Long, é também fundador e executivo-chefe do Avanti Bank & Trust – um banco que presta serviços a empresas que operam com criptografia. Long declarou que os problemas isolados de privacidade e anonimato costumam estar em conflito no debate sobre criptomoedas.

Caitlin Long, argumentou também, que o setor financeiro está atualmente sobrecarregado com regulamentos, assim, exigindo mais comprometimento das informações particulares das pessoas. Também alegou que, diversas empresas e instituições financeiras não concordam com a legislação e a seguem mesmo assim, pois são “forçadas”.

Já o diretor do Digital Dollar Project e ex-presidente da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities dos EUA, Christopher Giancarlo, disse; que uma criptomoeda fornecida pelo estado poderá oferecer oportunidades de codificar direitos individuais diferenciados. Juntamente, equilibrados pela privacidade com as necessidades de supervisão do governo.

E então, Giancarlo também argumentou acrescentando que “conseguir o equilíbrio da privacidade” deve ser um “imperativo do design” para qualquer moeda fiduciária digitalizada.

De acordo com Giancarlo, o foco de um dólar digital deve ser a criação de uma moeda que seja a unidade de dinheiro preferida do público por escolha. Assim, o diretor enfatiza que o design de qualquer iniciativa do dólar digital deve ser informado por meio de um intenso debate público.

A privacidade em diferentes culturas

A diretora de blockchain e política de dados do Fórum Econômico Mundial, Sheila Warren, declarou detalhadamente sobre as questões de privacidade em torno da digitalização das moedas fiduciárias. Inclusive, destacou sobre a importância das particularidades sociopolíticas dos diferentes países.

De acordo com Warren, os contextos culturais, econômicos e políticos únicos e diversos nos quais as moedas digitais surgirão, geram um discurso em torno de como as preocupações com a privacidade são diferentes de forma significativa em diferentes sociedades.

O vice-presidente da Associação Libra, Dante Disparte, afirmou que uma grande gama de moedas digitais e privadas poderá servir melhor ao público. Disparte acredita que isso poderá permitir que os indivíduos escolham usar o que melhor atender as suas respectivas necessidades individuais. Ademais, Disparte acrescenta que o foco das iniciativas em criptomoedas deve ser maior “opcionalidade”. E, descreve a atual falta de opções como criando as vulnerabilidades que levaram à crise econômica atualmente.

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