Como a comunidade de criptomoedas global ainda está sofrendo as feridas do colapso FTX, uma crise de liquidez continua se espalhando em exchanges centralizadas e finanças descentralizadas (DeFi).
Em breve será decidido se o próximo regulamento desencadeado pela falência da FTX trará um lado positivo para as criptomoedas.
A Câmara dos Deputados do Brasil, a câmara baixa do órgão legislativo federal do país, aprovou um marco regulatório que legaliza o uso de criptomoedas como forma de pagamento no país.
Estima-se que 10 milhões de brasileiros, ou cerca de 5% da população, negociem criptoativos.
A maior exchange centralizada do Brasil é uma empresa local chamada Mercado Bitcoin, com cerca de três milhões de usuários. Players internacionais como Coinbase ou Gemini não têm uma presença tão relevante no Brasil.
Assim, falências globais como a da FTX não afetaram o mercado de blockchain no Brasil tão fortemente quanto nos Estados Unidos ou na Europa.
Notícias regulatórias recentes do Brasil dão um raio de esperança, já que outros países ao redor do mundo estão visando o setor de criptomoedas sem fazer distinção entre bons e maus atores, especialmente nos EUA e na Europa.
Em uma postagem de blog intitulada “A última posição do Bitcoin”, o Banco Central Europeu alertou os bancos contra a interação com a moeda digital, pois isso poderia manchar sua reputação, alegando que o BTC dificilmente é usado para transações legais e que a atenção regulatória que está recebendo atualmente dos legisladores em todo o mundo e poderia ser mal interpretado como aprovação.
A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) dos EUA continua a policiar agressivamente novos mercados de ativos de commodities digitais. De acordo com um relatório, um total de 82 ações de execução foram movidas no ano fiscal de 2022, impondo US$2,5 bilhões em restituição, devolução e penalidades monetárias civis por meio de acordo ou litígio.
Embora a estrutura votada pelo Congresso brasileiro não torne o Bitcoin um curso legal como foi alcançado em El Salvador, a legalização da criptomoeda como método de pagamento é um passo positivo para incentivar as empresas locais a adotar e realizar transações usando criptomoeda.
O presidente salvadorenho, Nayib Bukele, anunciou que o país implementaria uma estratégia de negociação média de custo em dólar para acumular Bitcoin. Depois de comprar uma grande parte de suas reservas de Bitcoin no auge do mercado, El Salvador atualmente descobre que a maior parte de seu investimento em criptomoedas está submersa.
