A autoridade tributária do Brasil está planejando buscar informações em exchanges estrangeiras de criptomoedas para descobrir como elas operam no país e se seus cidadãos estão cumprindo ou não as novas leis tributárias do país.
A Receita Federal do Brasil deverá publicar uma portaria convocando essas empresas para obter mais informações ainda esta semana, de acordo com um relatório da Reuters citando comentários de autoridades brasileiras.
Andrea Chaves, vice-secretária de Inspeção do DFR, disse:
“É uma área de preocupação para nós entender primeiro como eles operam aqui, se há alguma ilegalidade ou não. Também estamos preocupados em ter informações sobre a riqueza brasileira sujeitas a tributação.”
Até agora, apenas as bolsas locais de criptomoedas eram obrigadas a relatar as transações realizadas nas suas plataformas de negociação.

Em dezembro passado, o Brasil aprovou uma lei que obriga os brasileiros a pagar um imposto de renda de 15% sobre lucros de criptomoedas e dividendos obtidos em exchanges estrangeiras.
A autoridade tributária brasileira pretende arrecadar cerca de US$4 bilhões (20 bilhões de reais) no exercício financeiro de 2024.
Binance, Coinbase, OKX e KuCoin estão entre as plataformas de negociação notáveis que operam no país. A Binance detém atualmente a maior participação de mercado no Brasil, respondendo por 79% de todas as transações – embora tenha perdido parte de seu domínio para o Mercado Bitcoin do Brasil e para a Bitso, com sede no México, nos últimos meses.
Enquanto isso, o Brasil viu um aumento na atividade de negociação de criptomoedas nos primeiros meses de 2024, aumentando 30% ano a ano, para US$6 bilhões entre janeiro e maio.

Um relatório recente da Kaiko revelou que é o maior player de mercado da América Latina e o sétimo maior do mundo em termos de comércio de moeda fiduciária.
As transferências de stablecoins continuam sendo a principal fonte de atividade de criptomoedas no Brasil.


