Memecoins morrem e renascem mais inteligentes

Memecoins morrem e renascem mais inteligentes

A era das memecoins “de brincadeira” pode estar chegando a um fim amargo, mas líderes do setor acreditam que a tecnologia subjacente está prestes a entrar em um segundo ato muito mais sofisticado. Keith A. Grossman, presidente da MOONPAY, afirma que, embora a crise de 2025 tenha dizimado tokens especulativos, a tokenização de baixo custo da atenção representa uma mudança estrutural irreversível.

Até dezembro de 2025, a narrativa deve migrar do jogo de azar para a compreensão da economia da atenção, permitindo que comunidades digitais capturem o valor que geram, em vez de cedê-lo a plataformas centralizadas.

(O setor de memecoins sofreu uma queda significativa em 2025.)

O ano de 2024 foi marcado pela “mania das memecoins”, com tokens como PEPE e diversos ativos baseados em Solana dominando o mercado. No entanto, o primeiro trimestre de 2025 funcionou como um alerta brutal, com colapsos de projetos que destruíram bilhões em riqueza de investidores individuais. Casos emblemáticos envolveram figuras políticas: uma memecoin lançada antes da posse do presidente Donald Trump caiu mais de 90% desde o pico de US$ 75, enquanto o token “Libra”, associado ao presidente argentino Javier Milei, deixou a maioria dos detentores no prejuízo e motivou uma investigação legislativa em Buenos Aires.

Grossman compara o atual ceticismo pós-crise ao início dos anos 2000, quando críticos decretaram o fracasso das mídias sociais após a queda das primeiras plataformas. Ele defende que a próxima geração de memecoins superará os esquemas de pump and dump e avançará para modelos sustentáveis que recompensem engajamento real.

À medida que nos aproximamos de 2026, o setor passa por um processo de recalibração. A expectativa é que a nova forma de memecoins se conecte de maneira mais profunda à utilidade do mundo real e às economias de criadores.

  • Fidelização Tokenizada: Marcas estão explorando tokens sociais que funcionam como passes de associação, oferecendo acesso a conteúdo exclusivo ou participação em decisões comunitárias.
  • Micropagamentos sem Atrito: Com avanços na infraestrutura de empresas como a MOONPAY, a barreira de entrada diminui, viabilizando interações praticamente invisíveis na blockchain.
  • Regulamentação: Após as crises de 2025, a SEC e órgãos internacionais como a ESMA passaram a refinar diretrizes para tokens sociais, buscando separar projetos legítimos de esquemas fraudulentos.
(A moeda oficial de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, desvalorizou-se em mais de 90% desde o lançamento.)

O chamado “dinheiro inteligente” já começou a mudar de direção. Enquanto grandes investidores apostam contra tokens puramente especulativos, o capital migra para stablecoins baseadas em rendimento e protocolos com geração de receita real. Isso indica que, embora os símbolos do “cachorro” e do “sapo” possam desaparecer, a lógica de capturar valor de momentos virais está sendo institucionalizada. Em última instância, o objetivo dessa nova fase é a democratização. No cenário projetado para 2026, a blockchain busca garantir que quem cria a cultura digital seja também quem detenha seu valor econômico.


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