Monerium acredita que a Europa já possui euro digital

Monerium acredita que a Europa já possui euro digital

Monerium, emissor de dinheiro eletrônico apoiado pela Consensys, acredita que o caminho para um euro digital é mais simples do que sugere o Banco Central Europeu.

A fintech, que se concentra em fazer a ponte entre dinheiro fiduciário e blockchains por meio da emissão de dinheiro digital programável, publicou uma resposta à recente consulta pública do BCE sobre o euro digital.

No verão de 2019, a Monerium se tornou a primeira empresa em todo o mundo a receber uma licença dos reguladores islandeses como parte de uma nova estrutura regulatória europeia para serviços de dinheiro eletrônico em todo o Espaço Econômico Europeu. Ela forneceu serviços de pagamento fiat usando o blockchain Ethereum e, mais tarde, fez parceria com o protocolo blockchain Algorand.

Em sua resposta ao BCE, Monerium argumenta que tudo o que a Europa precisa fazer é reconhecer que já possui “uma forma comprovada de euro digital”.

Em 2000, a Comissão Europeia descreveu o dinheiro eletrônico como uma “alternativa digital ao dinheiro”, emitindo uma diretiva que o definia como “tecnicamente neutro”, um “substituto eletrônico para moedas e notas”. Então, Monerium afirma:

“A única coisa que o BCE precisa fazer para dar um status comparável ao dinheiro eletrônico ao dinheiro físico é conceder aos emissores de dinheiro eletrônico acesso às reservas do BCE.”

Na opinião de Monerium, abraçar os atuais emissores de dinheiro eletrônico é preferível ao BCE emitir moeda digital diretamente para as famílias e sociedades não financeiras. A emissão direta implicaria uma revisão radical do sistema existente, no qual o banco central interage principalmente com instituições financeiras regulamentadas, como os bancos comerciais.

Para apoiar seu caso, Monerium aponta para um relatório de dois economistas do Fundo Monetário Internacional, que propôs que provedores não bancários poderiam emitir dinheiro digital com o apoio do banco central, a fim de lançar uma moeda digital sintética do banco central (sCBDC).

A estrutura de dinheiro eletrônico existente na Europa, na opinião de Monerium, já se adequa aos critérios-chave do FMI para uma moeda digital estável. Para passar de e-money para um sCBDC, seguindo o exemplo do FMI, seria necessário que o banco central concedesse aos emissores de e-money acesso às reservas do BCE:

“Tal acesso seria consistente com a preservação de ‘condições de concorrência equitativas entre as instituições de dinheiro eletrônico e as instituições de crédito’, conforme estipulado pela diretiva do dinheiro eletrônico.”

Conforme relatado, o BCE deixou claro que chegará a uma decisão sobre o lançamento ou não de um projeto do euro digital em meados de 2021.

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