O Bitcoin irá destruir o planeta?

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Não é apenas a variação do preço da moeda que causa notícia, mas também seu consumo energético. Um apontamento sobre a utilização de energia para minerar esse criptoativo levantou a seguinte questão: o Bitcoin irá destruir o planeta?

Embora não seja algo novo no mercado, o Bitcoin tem sido largamente utilizado nos últimos tempos. Dessa forma, a atividade de mineração junto com despesas energéticas para manter a rede chegou a um ponto alarmante. De fato, podemos nos perguntar se o Bitcoin irá destruir o planeta.

Em julho de 2019, por exemplo, o consumo de energia elétrica estimado para manter a rede funcionando próximo ao usado por todos os EUA em julho de 2017. Para 2020, é previsto a utilização de energia equivalente ao que se usava no mundo todo no começo de 2017. Esse consumo de energia é exageradamente grande.

Para entender melhor o que está acontecendo, vamos olhar com mais atenção ao problema.

Por que o Bitcoin irá destruir o planeta?

Existem, em essência, duas formas para se conseguir Bitcoin: ou você pode comprar de outra pessoa ou pode fabricar por conta. A segunda maneira é conhecida como minerar Bitcoin.

Em suma, computadores trabalham para solucionar equações matemáticas complexas. Ao término de uma solução, a mineradora é recompensada com um Bitcoin. Essa moeda recém minerada é automaticamente adicionada na blockchain, que registra todas as transações realizadas desde seu nascimento.

Porém, nem tudo são flores nesse meio. Conforme mais Bitcoin são minerados, mais difícil se torna conseguir uma nova moeda. Assim é demandada mais potência dos computadores. E é nesse ponto que entram os supercomputadores.

Na verdade, não são computadores, mas máquinas próprias para mineração. Para serem eficientes, os processadores foram trocados por placas gráficas, pois estas são mais poderosas ao trabalhar com equações. No entanto, esse componente consome uma quantidade gigantesca de energia, além de ficar ligado 24h para minerar criptos.

Dados não muito confiáveis

Em alguns casos as estimativas se mostraram verdadeiras, mas na maioria não. Podemos ficar tranquilos, pois a resposta para “O Bitcoin irá destruir o planeta?” é “não”. Podemos ver no site da Digiconomist que houve uma saturação no consumo de energia pelo Bitcoin. Esse comportamento é muito comum em sistemas físicos e biológicos.

O motivo do consumo de energia não crescer desenfreadamente é o mesmo do porque as bactérias não formam uma crosta de metros de altura na superfície do planeta: existem agentes que freiam o crescimento “desenfreado” em ambos os casos.

No entanto, se pegarmos o período da análise do alerta, que ocorreu lá em 2017, realmente nos causaria pânico. Podemos ver no gráfico fornecido pelo Digiconomist que um crescimento exponencial está tomando forma. Assim, em pouco tempo, toda a energia do mundo estaria destinada ao Bitcoin.

Porém, quando olhamos o gráfico todo, podemos ver que em maio de 2018 temos o primeiro platô. O valor ficou em 73121 TWh. A partir de então, houve até uma queda no consumo de energia entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, tendo voltado a subir em fevereiro de 2019, além de atingir, novamente, o platô em agosto de 2019.

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