Países asiáticos abrem caminho para a regra de viagem do GAFI

Michael Ou, fundador do CoolBitX, acredita que os reguladores da Ásia estão liderando o caminho no que diz respeito ao cumprimento da regra de viagem da Força-Tarefa de Ação Financeira (GAFI). A implementação deverá ocorrer em junho.

Sygna Bridge, é como foi chamada a solução para regra de viagem desenvolvida pela startup. O Sygna Bridge permite que as exchanges consigam identificar as identidades dos remetentes e receptores de cada transação realizada.

Foi anunciado, em 7 de maio, que uma série de testes de transferência haviam sido realizados. Assim, as transferências transfronteiriças, mostravam a eficácia da Sygna Bridge em cumprir as diretrizes do GAFI. Todas transações contra os nomes de terroristas e traficantes conhecidos foram verificadas pelo sistema.

Cingapura e Coréia do Sul

De acordo com Michael Ou, em sua opinião, Cingapura e Coréia do Sul têm a melhor supervisão regulatória antes da revisão das regras de viagem em poucas semanas. Michael Ou observou que a Lei de Serviços de Pagamento de Cingapura e a legislação sul-coreana que altera a Lei de Relatórios e Uso de Informações Especificadas sobre Transações Financeiras, como exemplos de reguladores que estavam preparados para a regra de viagem.

“A Ásia está no caminho de mudar o setor [de criptografia] e pode fornecer um plano para o resto do mundo”.

Contudo, o Japão, terceira maior economia do mundo, chegou a ver grandes instituições financeiras como Nomura, SBI Holdings e Rakuten fazendo investimentos significativos no mercado de criptomoeda do país. Michael acredita também, que o Japão, provavelmente também irá desempenhar um papel especial na regulamentação de provedores de serviços de ativos virtuais (VASPs):

“Espera-se que o relatório de avaliação mútua a ser publicado em breve no Japão também se concentre na conformidade dos VASPs com as Recomendações do GAFI. Seria útil para outros países se os reguladores no Japão, um país visto por muitos como estando na vanguarda da adoção de ativos digitais, pudessem demonstrar as medidas empregadas para garantir que os VASPs cumpram as recomendações do GAFI.”

Contudo, InterVASP lançou recentemente um novo padrão de mensagens. Então, o objetivo é facilitar a troca de dados entre VASPs. Se o novo padrão de mensagens obtiver sucesso, isso ajudaria a empresa a cumprir os regulamentos AML do GAFI.

Antecedentes da regra de viagem

O GAFI pediu aos reguladores globais que adotassem suas diretrizes contra a lavagem de dinheiro (AML) para criptomoedas, em 2019. Após isso, as diretrizes passaram a ser conhecidas como “regra de viagem” e fornecem várias medidas de LBC e de financiamento antiterrorista (ATF) para exchanges destinadas a impedir o uso ilícito de criptomoedas.

O GAFI também declarou, que a comunidade terá um ano para se atualizar.

“Monitoraremos a implementação dos novos requisitos por países e provedores de serviços e conduziremos uma revisão de 12 meses em junho de 2020”.

Países asiáticos abrem caminho para a regra de viagem do GAFI

Conformidade com o GAFI em todo o mundo

Michael Ou, declarou acreditar que a grande maioria de exchanges de criptomoedas ao redor do mundo ainda está enfrentando desafios.

“Imagino que a maioria das exchanges – pelo menos as dos países do GAFI – esteja procurando maneiras de cumprir as ‘Regras de Viagem’. No entanto, existem complicações adicionais, pois os países estão em diferentes níveis de maturidade quando se trata de desenvolvimento regulatório. Contudo, alguns regulamentos podem ir além dos requisitos do GAFI, e sem regulamentos claros, as trocas podem hesitar em implementar uma solução.”

Em março deste ano de 2020, o GAFI publicou um relatório onde declarava que os VASPs nos Estados Unidos eram “amplamente compatíveis” com suas recomendações. E, que o órgão regulador que supervisiona os ativos digitais no Canadá também estava apertando os regulamentos. Japão, Cingapura e Coréia do Sul ainda não foram avaliados pelo GAFI em 2020.

Veja mais em: Criptomoedas | Notícias

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