Rede social aproveita o escândalo do Facebook para ganhar novos usuários

Com o escândalo de vazamentos de dados, o Facebook está em pior posição há muito tempo. A rede social sempre se debateu com questões de privacidade, mas esse escândalo parece ter um poder duradouro. Com isso, dezenas, senão centenas de outras redes sociais ficam na esperança de atrair alguns dos usuários do Facebook descontentes e desiludidos. A Minds é uma dessas empresas e seu foco na privacidade, liberdade de expressão e criptomoedas colocam-na em boa posição para colher algumas usuários.

A Minds já tem uma comunidade robusta e um modelo de monetização integrado usando uma moeda virtual interna chamada Points. E na última terça-feira, eles lançaram um relatório sobre seus novos recursos, principalmente seu token, apropriadamente chamado Minds Tokens.

A ideia é aproveitar a monetização de sites de mídias sociais como o Facebook e o YouTube e oferecê-las aos criadores de conteúdo. Todos os dias novos tokens serão lançados na rede Minds com base na frequência com que os usuários usam o site e em quanto o conteúdo deles foi interagido e visualizado. Além disso, esses tokens podem ser usados entre usuários dentro do site, para gorjetas, assinaturas e publicidade.

As pessoas que não querem gerar receita com suas postagens podem usar a Minds sem qualquer informação pessoal, nem mesmo é exigindo um email. No entanto, se eles quiserem retirar os Tokens que eles ganharam, eles terão que fornecer algumas informações. Isso deve limitar o número de bots no site.

Além disso, por ser uma plataforma com base em criptomoedas, a Minds quer manter esse aspecto de código aberto e transparente com contratos inteligentes que determinam os pagamentos dos novos tokens. Com esse perfil, a comunidade se sentirá mais à vontade e confiante que a rede sociais não irá esconder falhas ou problemas como faz o Facebook.

A Minds atualmente tem cerca de um milhão de usuários, com cerca de 105 mil deles sendo ativos regularmente. Isso fornece uma base suficiente para que haja pessoas com quem interagir, mas ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar a massa crítica necessária para se tornar a próxima grande plataforma social.

É aparentemente impossível prever o que será o próximo fenômeno social da internet. É por isso que a paisagem está repleta de tentativas frustradas, muitas delas de empresas que tiveram sucesso no passado (Google Plus é o quem o diga).  É também por isso que muitos agora preferem comprar seus concorrentes do que criarem suas próprias plataformas, como o Whatsapp e o Instagram que foram adquiridos pelo o Facebook.

Não há como dizer se a Minds pode romper o campo lotado com base em seu compromisso com a privacidade, a liberdade de expressão e o culto às criptomoedas. Ea pode se tornar rapidamente o maior site de redes sociais focado em cripto e possivelmente mais. Se chegar tão longe, isso afetará não apenas a comunidade de criptomoedas, mas todo o mundo on-line.

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