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Stablecoins deve acelerar nos próximos 12 meses

Stablecoins deve acelerar nos próximos 12 meses

A utilização de stablecoins a divisas tradicionais por grandes corporações deve passar por uma expansão expressiva nos próximos meses, impulsionada pela busca de eficiência operacional em transações internacionais. Um estudo recente divulgado pela especialista em infraestrutura de liquidação CYBRID revela que a grande maioria das empresas planeja integrar esses ativos às suas rotinas, superando barreiras históricas de adoção institucional. O levantamento contou com a participação de centenas de executivos e líderes dos setores de tecnologia, serviços financeiros e comércio eletrônico na América do Norte e na Europa.

“A clareza regulatória também foi um fator crucial que os entrevistados apontaram como incentivo para expandir o uso de stablecoins.”

A pesquisa aponta que a redução substancial de custos operacionais é o principal motor dessa transformação no ecossistema de liquidação corporativa. Empresas que movimentam grandes volumes financeiros mensais relatam uma economia expressiva de quase metade dos custos operacionais ao substituir os canais bancários tradicionais por trilhos em redes de blockchain. Os principais casos de uso identificados na sondagem incluem o pagamento de salários a equipes globais, a remuneração de prestadores de serviços e a quitação de compromissos com fornecedores internacionais.

O amadurecimento das regras governamentais tem desempenhado um papel determinante para garantir a previsibilidade jurídica exigida por tesourarias corporativas. Com a consolidação de marcos legais federais nos Estados Unidos, o valor de mercado global desses ativos ultrapassou centenas de bilhões de dólares, impulsionado por tokens emitidos por empresas consolidadas como TETHER e CIRCLE. Essa regulamentação proporcionou o suporte necessário para que grandes instituições financeiras passassem a estruturar serviços voltados para essa demanda crescente.

Dados convergentes divulgados pela plataforma de pagamentos PAYBIS confirmam essa transição acelerada do setor de consumo individual para o segmento corporativo. O volume movimentado por clientes empresariais na plataforma registrou um salto histórico e passou a representar a quase totalidade do fluxo, refletindo projeções da consultoria MCKINSEY sobre a predominância das transações entre empresas no ecossistema global de ativos digitais.

A expansão dessa infraestrutura é acompanhada pelo lançamento de soluções customizadas para atender a demandas de tesouraria de grande porte. Instituições financeiras de custódia, como o ANCHORAGE DIGITAL BANK em parceria com a FALCON FINANCE, apresentaram novas alternativas para negociação institucional e gestão de garantias corporativas, reforçando a interoperabilidade entre o mercado bancário tradicional e as redes descentralizadas.

Em movimento similar no setor bancário de grande porte, o tradicional BNY expandiu suas ferramentas de salvaguarda de ativos digitais para oferecer suporte direto aos serviços da CIRCLE. A medida permite que grandes corporações realizem emissões, transferências e resgates diretamente pela instituição, consolidando a convergência definitiva entre o sistema financeiro convencional e a nova arquitetura global de pagamentos.


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