Teria a Blockstack 1 milhão de clientes reais?

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No dia 29 de janeiro de 2020, a Blockstack anunciou uma feito e tanto para a empresa: atingiu 1 milhão de usuários verificados. Sua oferta inicial de moedas foi liberada em 2017, contando com US$ 6,8 milhões. Somente alguns investidores e varejistas puderam usufruir da oferta inicial.

Porém, alguns integrantes da comunidade não acreditaram na informação fornecida pela empresa relativa ao marco. 

A Blockstack foi notável pela sua articulação junto de órgãos reguladores do país. Ela é qualificada pela SEC, o que significa nenhuma dor de cabeça com a CVM. Além disso, ficou encarregada de emitir relatórios para órgãos reguladores.

Houve também a especificação de marcos por parte da empresa. Dessa forma, o primeiro marco era a liberação da rede principal até janeiro de 2019. Já o segundo marco era atingir 1 milhão de usuários verificados, o qual está sendo anunciado atualmente. O resultado deve ser validado por um consultor independente.

Além disso, houve um acordo entre a empresa e seus investidores: caso não conseguisse cumprir os marcos, devolveria 80% do valor bloqueado em cada etapa.

Como a empresa trabalha com validação de identidade por blockchain, verificar a autenticidade dos usuários validados é uma tarefa fácil. Ademais, todas as informações devem estar apresentadas na API na Blockstack, sendo possível acessá-la diretamente.

A Blockstack possui uma peculiaridade nos nomes dos usuários

Fazendo uma requisição pela API da blockchain, foi evidenciado vários nomes estranhos. No entanto, aparentemente existem sim os usuários relatados pela empresa. Porém, quando olhamos para os nomes, vemos prefixos “bc-” e “fc-” neles.

Realizando uma consulta na própria Blockstack, parece que apenas 400.000 usuários são realmente verificáveis na plataforma. Além disso, de todos os usuários existentes, aparentemente apenas 3% são, de fato, verificáveis. Essa estimativa foi feita através de uma amostra de dados.

Em um arquivo de julho de 2019, que se encontra na SEC, a Blockstack mostra que, dos 115.780 usuários, apenas 16.100 possuem uma prova de existência real. Essa prova pode ser uma conta do GitHub ou publicação no Twitter.

Com os dados do arquivo, ainda teríamos apenas 14% de toda a blockchain como usuários verificáveis. Dessa forma, como a plataforma possui quase 2 milhões de usuários, seria necessário pelo menos uma taxa de 50%.

Resposta da empresa para os nomes estranhos

Ao que tudo indica, os nomes estranhos presentes na blockchain da Blockstack são parte de uma estratégia para aquisição de usuários. Dessa forma, os com iniciais “bc”, por exemplo, representam um airdrop feito pela Blackchain.com, que teria ocorrido em outubro de 2019.

Segundo a empresa, foram distribuídos tokens para mais de 300.000 usuários. De fato, esse número bate com os dados conseguidos pela API. Porém, para que o airdrop fosse recebido, cada pessoa deveria ser verificável por KYC.

Além disso, o CEO da empresa disse que não deixaria disponível nenhum dado privado de seus usuários na blockchain. Essa seria uma medida de segurança adotada pela empresa. Da mesma forma, o CEO revelou que os prefixos “fc” também fazem parte de uma estratégia para conseguir mais usuários. No entanto, nenhum detalhe foi divulgado.

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