UE aprova versões offline e online do euro digital

UE aprova versões offline e online do euro digital

A União Europeia deu um passo significativo rumo ao lançamento de uma versão digital de sua moeda, com o CONSELHO EUROPEU aprovando um modelo que oferece funcionalidades tanto online quanto offline. Essa decisão do CONSELHO EUROPEU, finalizada em dezembro, representa uma mudança estratégica para garantir que o euro digital funcione como uma verdadeira “forma digital de dinheiro”.

Ao oferecer suporte a um modo offline, o BANCO CENTRAL EUROPEU (BCE) visa proporcionar um método de pagamento que funcione durante apagões ou em áreas sem conectividade à internet, oferecendo, ao mesmo tempo, um nível de privacidade que os pagamentos digitais tradicionais atualmente não possuem. Ao oferecer suporte a um modo offline, o BANCO CENTRAL EUROPEU (BCE) visa proporcionar um método de pagamento resiliente a apagões e com alta privacidade.

O modelo se baseia em um sistema de dupla via. A versão online funciona de forma semelhante a uma conta bancária tradicional, mas com a segurança adicional de ser uma responsabilidade direta do banco central. A versão offline, por sua vez, utiliza um modelo de “token ao portador”, no qual o valor digital é armazenado diretamente no dispositivo do usuário — como o elemento seguro de um smartphone ou um cartão inteligente especializado. Quando dois usuários desejam realizar uma transação offline, seus dispositivos se comunicam diretamente via NFC (Near-Field Communication) para transferir esses tokens digitais. Como não há intermediários no momento da transação, os detalhes da compra permanecem estritamente entre o pagador e o beneficiário, replicando o anonimato das moedas e notas físicas. A versão offline utiliza um modelo de token ao portador armazenado no dispositivo, permitindo transações via NFC sem intermediários.

Embora os benefícios de privacidade sejam um grande atrativo, a funcionalidade offline apresenta desafios técnicos e de segurança significativos. Uma das principais preocupações é o “ataque de retransmissão”, no qual um atacante sofisticado usa dispositivos proxy para transmitir o sinal NFC a longas distâncias. Isso poderia permitir que alguém “gastasse” euros digitais que estão fisicamente localizados em outro lugar, burlando o requisito de proximidade que deveria servir como medida de segurança. Além disso, como as transações não são validadas por um servidor central em tempo real, o sistema depende muito da natureza “à prova de adulteração” do hardware. Se um hacker conseguisse violar o elemento de segurança de um telefone, ele poderia, teoricamente, “gastar duas vezes” ou falsificar tokens digitais até que o dispositivo se conecte à internet novamente para ser sincronizado. Se um hacker violasse o elemento de segurança de um telefone, ele poderia, teoricamente, gastar duas vezes ou falsificar tokens até a próxima sincronização.

Para mitigar esses riscos e impedir que o euro digital seja usado para lavagem de dinheiro em larga escala, o BANCO CENTRAL EUROPEU (BCE) está implementando protocolos rigorosos de “limites de retenção” e “financiamento/desfinanciamento”. Embora os valores exatos ainda estejam sendo debatidos à medida que nos aproximamos de 2026, muitos analistas esperam um limite de aproximadamente 3.000 euros para contas individuais. No modo offline, esses limites são aplicados sempre que um usuário adiciona dinheiro à sua carteira digital a partir de uma conta bancária. Nesse momento, o provedor de serviços de pagamento (PSP) realiza as verificações de identidade necessárias para cumprir as leis de combate à lavagem de dinheiro (AML). Assim que os fundos são transferidos para o “cofre offline” no celular, o usuário pode gastá-los de forma privada, mas apenas até o valor pré-carregado. Muitos analistas esperam um limite de aproximadamente 3.000 euros para contas individuais para mitigar riscos de lavagem de dinheiro.

O cronograma do projeto está se tornando mais claro à medida que o processo legislativo se acelera. Com a aprovação do CONSELHO EUROPEU, o foco se volta para o PARLAMENTO EUROPEU, que deverá finalizar o arcabouço legal até meados de 2026. Se a legislação for aprovada conforme planejado, o BANCO CENTRAL EUROPEU (BCE) iniciará uma série de projetos-piloto de alto risco em meados de 2027, envolvendo transações reais em ambientes controlados. Esta fase de preparação é crucial, visto que o custo para os bancos implementarem a nova infraestrutura é estimado entre 4 e 6 bilhões de euros. Se esses testes forem bem-sucedidos, o lançamento público completo do euro digital está previsto para 2029, exatamente trinta anos após o nascimento eletrônico do euro original. O PARLAMENTO EUROPEU deverá finalizar o arcabouço legal até meados de 2026, com o lançamento público previsto para 2029.

O euro digital está sendo apresentado não apenas como uma conveniência, mas como uma questão de “soberania monetária”. Atualmente, a grande maioria dos pagamentos digitais na Europa é processada por um pequeno número de empresas não europeias. Ao criar um sistema público de pagamentos digitais, a UE espera reduzir sua dependência de infraestrutura estrangeira e fornecer um sistema de reserva resiliente que possa sobreviver a interrupções geopolíticas ou técnicas. Como observou a presidente do BANCO CENTRAL EUROPEU (BCE), Christine Lagarde, o projeto visa “preparar o terreno” para que a Europa lidere a era dos pagamentos digitais, garantindo que, mesmo com o declínio do dinheiro físico, o público ainda tenha acesso a dinheiro seguro, privado e com garantia governamental. O euro digital visa garantir a soberania monetária europeia e reduzir a dependência de infraestruturas de pagamento estrangeiras.


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