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Energia e clima afetam mineração de Bitcoin

Energia e clima afetam mineração de Bitcoin

Em junho, diversas grandes mineradoras de Bitcoin relataram uma queda na produção de Bitcoin, em grande parte devido às medidas de restrição de energia e a interrupções climáticas.

A Riot Platforms, uma das maiores mineradoras, produziu 450 BTC em junho, uma queda de 12% em comparação com os 514 BTC de maio. A empresa atribui esse declínio, em parte, à sua abordagem estratégica de gerenciamento de energia, incluindo a participação voluntária no programa de resposta à demanda Four Coincident Peak (4CP) do Electric Reliability Council of Texas (ERCOT). Essa iniciativa incentiva grandes consumidores de eletricidade, como os mineradores de Bitcoin, a reduzir o consumo de energia durante os períodos de maior demanda dos meses de verão – de junho a setembro – para ajudar a manter a estabilidade da rede e evitar altas tarifas de transmissão.

O CEO da Riot, Jason Les, destacou que sua estratégia de restrição de energia não apenas apoia a rede, mas também fortalece a posição competitiva da empresa no setor de mineração. Além das operações de mineração, a Riot vendeu 397 BTC em junho, arrecadando cerca de US$41,7 milhões, mantendo uma reserva substancial de Bitcoin de 19.273 BTC.

(Números de produção da Riot em junho.)

A Cipher Mining também registrou queda na produção de Bitcoin em junho, registrando 160 BTC minerados e 58 BTC vendidos. Semelhantemente, a Cipher adotou uma estratégia proativa de prevenção, reduzindo intencionalmente o consumo de energia para minimizar penalidades onerosas relacionadas aos picos de consumo de eletricidade. Essa medida tática ajudou a manter alguns dos menores custos de energia do setor. A unidade mais nova da empresa, Black Pearl, só começou a contribuir para a produção geral no final de junho, portanto, seu impacto no total do mês foi limitado.

A MARA Holdings enfrentou um declínio mais acentuado na produção, com uma queda de 25% em relação ao mês anterior. A empresa minerou 211 BTC em junho, abaixo dos 282 BTC em maio, embora não tenha vendido nenhum Bitcoin durante o período, encerrando junho com 49.940 BTC em ativos. O CEO, Fred Thiel, atribuiu a redução da produção a diversos fatores, incluindo restrições climáticas que causaram paralisações e o uso de equipamentos de mineração mais antigos, temporariamente alocados em suas instalações em Garden City, enquanto máquinas mais novas estavam em reparo devido a danos causados ​​por tempestades. Thiel também destacou a aleatoriedade natural no sucesso da mineração, comumente chamada de “sorte de bloco”, que pode causar flutuações no Bitcoin minerado ao operar seu próprio pool de mineração.

Em contraste com essas quedas, a CleanSpark relatou um aumento de 6,7% na produção de Bitcoin em junho, superando sua meta de hashrate de meio do ano de 20 exahashes por segundo (EH/s). A empresa produziu 445 BTC e vendeu apenas 8 BTC, aumentando suas reservas totais de Bitcoin para 6.591 no final do mês. A melhora na produção destaca sua resiliência operacional, apesar do ambiente desafiador enfrentado por outras mineradoras.

A principal influência por trás da queda na produção entre essas mineradoras foi o programa 4CP da ERCOT. Este mecanismo tarifário visa incentivar grandes consumidores de energia a reduzir a demanda durante os quatro horários de pico de consumo de eletricidade a cada mês, ajudando a aliviar o estresse na rede elétrica do Texas. Os mineradores que participam, reduzindo o consumo de energia durante esses picos, podem evitar tarifas de transmissão elevadas, tornando as reduções temporárias financeiramente vantajosas, apesar do impacto na produção da mineração.

Além do gerenciamento de energia, eventos climáticos imprevisíveis também interromperam as operações de mineração, como visto na dependência temporária da MARA de hardware mais antigo durante reparos causados ​​por danos causados ​​por tempestades. Esses fatores, em conjunto, ilustram a vulnerabilidade das operações de mineração de Bitcoin a condições ambientais e regulatórias externas, especialmente aquelas relacionadas ao consumo de energia.

Apesar desses desafios, as mineradoras continuam a adaptar suas estratégias de energia para equilibrar a produção com a eficiência de custos e o suporte da rede. Essa abordagem dinâmica ao uso de energia é cada vez mais importante, à medida que o setor enfrenta um escrutínio crescente sobre seu impacto ambiental e sustentabilidade operacional.


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