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De olho na Copa do Mundo e DeFi

De olho na Copa do Mundo e DeFi

O Chiliz deu um passo relevante na expansão do mercado de fan tokens ao anunciar o lançamento desses ativos nas redes Solana e Base DeFi. A iniciativa marca a primeira vez que os tokens deixam de operar exclusivamente na Chiliz Chain. A estratégia aponta para um movimento claro de expansão além de um ecossistema fechado. A escolha das redes não é casual: ambas concentram comunidades ativas e alta liquidez no universo cripto.

A decisão reflete uma mudança estrutural no posicionamento da empresa dentro do setor. Até então, os fan tokens estavam restritos a uma única infraestrutura, limitando alcance e negociação. Levar esses ativos para onde os usuários já estão é uma mudança de lógica no modelo de distribuição. Segundo o CEO Alexandre Dreyfus, a ideia é transformar esses ativos em produtos omnichain, ampliando acesso e participação global.

“Lançar na Solana e na Base significa encontrar fãs e traders onde eles já estão. Torná-los omnichain é o caminho para isso.”

O movimento ocorre em um momento estratégico para a indústria esportiva global. A proximidade da Copa do Mundo FIFA, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, aumenta o potencial de engajamento digital. Eventos globais funcionam como catalisadores naturais para ativos ligados a torcedores. A Chiliz já lançou tokens de seleções como Argentina e Portugal, e planeja ampliar o portfólio com foco no público norte-americano.

Os fan tokens, que já movimentaram mais de US$ 700 milhões em receitas para clubes e organizações esportivas, passam agora a integrar um ecossistema mais amplo. O modelo deixa de ser experimental e se consolida como uma nova fonte de monetização no esporte. Dados da Deloitte indicam que iniciativas digitais ligadas a fãs têm crescido como alternativa de receita em clubes, especialmente após a pandemia.

Na prática, os primeiros ativos a operarem nesse formato serão o token CHZ e o token comunitário PEPPER. Eles estarão disponíveis em plataformas como Meteora e Jupiter na rede Solana, além da Aerodrome na Base. A presença em exchanges descentralizadas aumenta liquidez e visibilidade. A integração ocorre por meio da tecnologia da LayerZero, que permite comunicação entre diferentes blockchains.

Esse tipo de interoperabilidade representa um avanço técnico importante. Com o padrão Omnichain Fungible Token (OFT), os ativos passam a existir em múltiplas redes com oferta unificada. Isso elimina a fragmentação típica de versões “wrapped” e melhora a eficiência do mercado. Segundo a própria empresa, a solução conecta mais de 150 blockchains, ampliando significativamente o alcance dos tokens.

A arquitetura inclui ainda mecanismos de segurança como configuração multi-DVN e contratos inteligentes atualizados, com foco em governança e proteção. A escalabilidade vem acompanhada de uma preocupação crescente com segurança. Esse ponto se torna central à medida que o setor de finanças descentralizadas (DeFi) ganha relevância e volume financeiro.

Apesar da expansão, a Chiliz mantém sua própria blockchain como núcleo do ecossistema. Solana e Base passam a atuar como camadas de distribuição, ampliando o alcance sem substituir a estrutura original. O modelo híbrido equilibra controle interno e expansão externa. Além disso, a empresa anunciou que 10% da receita gerada com a venda de tokens será destinada à recompra e queima de CHZ, estratégia comum para reduzir oferta e potencialmente valorizar o ativo.

Esse avanço acontece em paralelo a um cenário regulatório mais rigoroso no Brasil. O Banco Central do Brasil sinalizou recentemente a possibilidade de restringir stablecoins emitidas por empresas não reguladas, como Tether e Circle. O contraste entre inovação tecnológica e pressão regulatória define o momento atual do setor.

O mercado de criptoativos segue evoluindo em duas frentes simultâneas: expansão de uso e maior supervisão estatal. A entrada dos fan tokens em múltiplas redes reforça o potencial de integração com o universo DeFi, enquanto regulações buscam limitar riscos sistêmicos. O futuro do setor será moldado justamente nesse equilíbrio entre liberdade e controle.


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