O processo de estruturação institucional do mercado de criptomoedas no Brasil recebeu um reforço de peso voltado à segurança e à inteligência de dados. A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRIPTOECONOMIA, a ABCRIPTO, firmou um acordo de cooperação técnica com a CHAINALYSIS, líder global em análise de dados em blockchain. A parceria focará no treinamento de reguladores, autoridades policiais, juízes e agentes do sistema financeiro nacional, fornecendo ferramentas conceituais para combater crimes financeiros e qualificar os debates regulatórios no país.
A empresa de inteligência cibernética aportará sua expertise metodológica para subsidiar os programas pedagógicos e os workshops promovidos pela associação representativa. O foco das capacitações abrange a gestão de riscos, o monitoramento de transações suspeitas e a identificação de padrões de lavagem de dinheiro em redes descentralizadas. A iniciativa ganha importância ao coincidir com o período de ajustes práticos das diretrizes emitidas pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários para o setor.
A cooperação mira a difusão de conhecimento sobre o funcionamento prático dos livros-razão públicos e as técnicas de computação forense aplicadas aos criptoativos. A meta das entidades é construir um ecossistema transparente, alinhado aos padrões internacionais de compliance de órgãos como o GAFI (Grupo de Ação Financeira Internacional). O treinamento de funcionários públicos visa mitigar a assimetria técnica entre os criminosos digitais e os órgãos de fiscalização do Estado.
“A construção de um mercado cada vez mais seguro, transparente e alinhado às melhores práticas internacionais passa pelo fortalecimento da educação, da capacitação técnica e do diálogo institucional.”
A diretoria da empresa de análise de dados destaca que o país vive um momento decisivo para a consolidação de sua infraestrutura financeira digital, tornando o letramento digital das autoridades uma prioridade de segurança pública. A união de forças pretende municiar o ecossistema com dados estatísticos e inteligência de rede para isolar condutas ilícitas sem asfixiar o desenvolvimento de soluções legítimas de Web3. A consolidação dessa aliança posiciona o Brasil na vanguarda da governança e da integridade de mercados de criptoativos na América Latina.
“Estamos entusiasmados com o potencial dessa colaboração para contribuir com debates qualificados, treinamentos e ações conjuntas que apoiem autoridades, reguladores e participantes do ecossistema em um momento decisivo para a evolução do setor no país.”


