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EUA busca confiscar criptomoedas de golpes

EUA busca confiscar criptomoedas de golpes

O DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA DOS EUA formalizou ações civis para reter dezenas de milhões de dólares em criptoativos vinculados a redes internacionais de fraude financeira. As investigações conduzidas pelo GABINETE DO PROCURADOR DOS EUA PARA O DISTRITO DE COLUMBIA e pelo SERVIÇO SECRETO DOS EUA desmantelaram esquemas de engenharia social e lavagem de dinheiro que vitimaram milhares de investidores na América do Norte. A ofensiva judicial busca neutralizar estruturas que utilizavam ativos digitais para ocultar a origem ilícita de fundos extraídos por meio de falsos relacionamentos afetivos e ofertas fraudulentas de investimentos.

O mapeamento das operações financeiras revelou que os operadores das fraudes atuavam com forte concentração no Sudeste Asiático, utilizando endereços digitais localizados na China, Malásia e Camboja. Os agentes utilizavam uma combinação sofisticada de plataformas de negociação falsas e misturadores de carteiras para pulverizar o dinheiro das vítimas antes da conversão final. Entre as queixas apresentadas pelas autoridades federais, destacam-se casos individuais que movimentaram mais de dez milhões de dólares cada um, além de esquemas secundários que prometiam falsamente a recuperação de recursos perdidos anteriormente por investidores enganados.

Essas ações civis integram um esforço global coordenado pela INTERPOL para combater redes transfronteiriças de cibercrime e lavagem de capitais. A recente Operação First Light mobilizou dezenas de países e resultou na realização de milhares de prisões, além do bloqueio de dezenas de milhares de contas bancárias e da apreensão de centenas de milhões de dólares em ativos ilícitos. Em desdobramentos locais da mesma investigação, autoridades da Tailândia identificaram redes que trocavam tokens entre blockchains para ocultar transações milionárias procedentes de golpes românticos.

A atuação ostensiva dos órgãos de fiscalização norte-americanos reforça o cerco regulatório sobre o ecossistema de moedas estáveis e plataformas digitais descentralizadas. Apreensões anteriores promovidas por agências federais já haviam bloqueado montantes expressivos em USDT mantidos em endereços vinculados a plataformas fraudulentas de investimentos. As autoridades ressaltam que a cooperação entre agências internacionais de segurança e a análise detalhada dos livros-razão públicos das redes continuam sendo as principais ferramentas para rastrear o fluxo ilícito e restituir os valores confiscados às vítimas dos esquemas.


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