O mercado global de gestão de ativos identificou na convergência entre inteligência artificial e redes descentralizadas uma nova fronteira para o crescimento tecnológico. A FRANKLIN TEMPLETON destacou recentemente que os agentes de inteligência artificial representam a aplicação mais revolucionária para a tecnologia de blockchain nos próximos anos. Segundo análises da diretoria de inovação e ativos digitais da gestora, a expansão de sistemas autônomos impulsionará de forma inédita a procura por protocolos descentralizados e infraestruturas capazes de suportar micropagamentos instantâneos entre máquinas.
As redes financeiras tradicionais e os trilhos de cartão de crédito foram desenhados primordialmente para o comércio humano de baixa frequência, apresentando limitações severas para a economia automatizada. Tarifas operacionais elevadas e prazos de liquidação que se estendem por dias úteis tornam a infraestrutura bancária convencional inviável para processar volumes massivos de transações de centavos efetuadas por robôs. Para contornar esse gargalo, investidores e desenvolvedores voltam a atenção para redes como APTOS, SOLANA e BNB CHAIN, que oferecem liquidação em segundos e custos por operação próximos de zero.
Estudos conjuntos publicados pela VISA em parceria com a ARTEMIS confirmam que a viabilidade comercial dos pagamentos por inteligência artificial depende diretamente de baixas taxas operacionais. A própria divisão de criptoativos da gigante de pagamentos e a plataforma TEMPO, mantida com suporte da STRIPE, começaram a colocar no mercado ferramentas específicas para autorizar repasses no mesmo dia. Enquanto isso, soluções nativas da Web3 começam a demonstrar tração real, como o protocolo x402 desenvolvido pela COINBASE, que já movimentou milhões de dólares em dezenas de milhões de transações automatizadas desde seu lançamento.


