AlibabaCoin luta na justiça para conseguir permanecer com o nome Alibaba

Uma empresa de criptomoeda de Dubai, chamada AlibabaCoin Foundation, rejeitou alegações de violação de marca registrada feitas na semana passada pela gigante chinesa de comércio eletrônico Alibaba Group Holding.

“Nosso cliente [Alibabacoin Foundation] não indicou qualquer intenção de criar um site de comércio eletrônico ou negociar a propriedade intelectual do Alibaba Group através da criação de um e-commerce”, disse a empresa por intermédio de seus advogados.

Criptomoedas estão em ascensão nos Emirados Árabes Unidos, à medida que os investidores buscam lucrar com o valor comercial potencialmente lucrativo do Bitcoin e de outras moedas digitais.

No entanto, houve avisos do Banco Central dos Emirados Árabes Unidos e outros reguladores do GCC de que o comércio e o investimento em criptomoedas continuam a ser uma indústria não regulada.

Em um processo nos EUA apresentado na semana passada, o Alibaba disse que o uso “proeminente, repetido e intencionalmente enganoso” da Alibabacoin Foundation é feito para fazer os consumidores pensarem que seus produtos são afiliados ou endossados pelo varejista chinês on-line e que a empresa fez pouco para corrigir tal confusão.

O processo pede a suspensão de supostas novas infrações, além de indenização por supostas violações das leis federais e leis estaduais de Nova York.

Um juiz do Tribunal Distrital dos EUA em Manhattan impôs uma medida cautelar temporária à Fundação Alibabacoin e ordenou que a empresa explicasse até 11 de abril por que não deveria estar sujeita a novas alegações de infração.

A Fundação Alibabacoin, também conhecida como Fundação ABBC, arrecadou mais de US$ 3,5 milhões em moeda digital, conhecida como “Alibabacoins”. A declaração afirma que a empresa não tem intenção de infringir a propriedade intelectual da Alibaba e não fez “nada além de perseguir seus interesses comerciais legítimos”.

Uma leitura “adequada” do site da empresa deixa claro que a moeda da Alibaba Foundation não tem nada a ver com o site de comércio eletrônico Alibaba.

A exigência do varejista chinês de que a Alibabacoin Foundation encerre todas as suas operações e comece novamente com outro nome, “não é uma resposta razoável ou proporcional ao uso inteiramente legítimo de uma palavra inerentemente genérica de nosso cliente que emana não da China, mas sim da própria região em relação à qual o seu cliente procuraria proibir o seu uso.

“Isso, com respeito, é uma proposta inerentemente pouco atraente”, disse o comunicado.

 

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