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Bitcoin se aproxima do fundo, mas mercado ainda não capitulou

Bitcoin se aproxima do fundo, mas mercado ainda não capitulou

Os indicadores onchain do Bitcoin começam a apontar para um cenário típico de mercado de baixa, reacendendo o debate sobre a proximidade de um possível fundo. Dados recentes mostram que a quantidade de moedas em lucro e prejuízo se aproxima de níveis historicamente associados a períodos de forte correção. O mercado entra em uma fase decisiva.

Atualmente, cerca de 11,2 milhões de BTC estão em lucro, número acima dos 9 milhões registrados no ponto mais baixo do último ciclo de baixa. Ao mesmo tempo, aproximadamente 8,2 milhões de unidades estão em prejuízo, segundo dados da CRYPTOQUANT e da GLASSNODE. A pressão vendedora começa a se intensificar.

“Isso sugere que o mercado está alcançando um nível relevante de subvalorização.”

(Bitcoin em lucro e prejuízo nas mínimas do mercado de baixa.)

A leitura desses dados divide especialistas. Para alguns analistas, o aumento do número de investidores no prejuízo indica que o mercado se aproxima de um ponto de capitulação, etapa final antes de uma recuperação. A dor do mercado pode sinalizar oportunidade. Esse padrão já foi observado em ciclos anteriores, quando o pessimismo atingiu níveis extremos.

No entanto, nem todos concordam com essa interpretação. Andri Fauzan Adziima, da BITRUE, avalia que os números ainda refletem estresse crescente, mas não um fundo definitivo. Ainda não houve capitulação completa. Segundo ele, ciclos anteriores mostraram níveis mais extremos, com mais de 50% da oferta em prejuízo e métricas como NUPL e MVRV em zonas críticas.

“Os dados atuais apontam para uma transição inicial ou intermediária de bear market.”

Essa diferença de leitura mostra como o momento atual ainda é ambíguo. Embora o Bitcoin tenha caído cerca de 52% desde o topo do ciclo, essa queda é menor do que as correções anteriores, que chegaram a ultrapassar 80%. O ciclo atual é menos violento, mas ainda incerto. Esse comportamento pode indicar um mercado mais maduro, mas também dificulta identificar pontos claros de reversão.

Fatores macroeconômicos também ajudam a explicar a fraqueza recente. A valorização do dólar tem pressionado ativos de risco, incluindo criptomoedas. Liquidez global segue sendo o principal driver. Segundo o índice DXY, o dólar se valorizou cerca de 5% nos últimos dois meses, refletindo um ambiente de juros elevados e maior aversão ao risco.

(O índice DXY se fortaleceu desde o final de janeiro.)

O analista Timothy Peterson destaca que o Bitcoin tende a sofrer quando o dólar está forte e o yuan enfraquecido. Esse cenário reduz a liquidez global e direciona capital para ativos mais seguros, como títulos públicos. O dinheiro busca segurança em momentos de incerteza.

Esse quadro só tende a mudar com uma eventual queda nas taxas de juros nos Estados Unidos. No entanto, projeções indicam que esse movimento pode demorar, possivelmente até 2027. O alívio monetário ainda está distante. Enquanto isso, o mercado cripto permanece sensível a decisões de política econômica.

Apesar das incertezas, alguns sinais sugerem que o mercado pode estar se aproximando de uma zona de valor. Analistas apontam que níveis próximos de US$ 55 mil poderiam representar um suporte estrutural relevante. O fundo pode estar mais próximo do que parece.

Ainda assim, o caminho até uma recuperação consistente pode exigir mais tempo. Consolidação lateral e novas quedas não estão descartadas, especialmente em um ambiente macro desafiador. O mercado ainda precisa de confirmação.

No fim, o atual momento reflete um equilíbrio delicado entre oportunidade e risco. Enquanto alguns indicadores sugerem subvalorização, outros apontam para fragilidade persistente. O mercado testa a paciência dos investidores.


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