Bitmain sofre com críticas negativas de seu novo produto, a AntMine B3

O gigante do setor de mineração Bitmain foi criticado por um de seus mais recentes produtos de mineração, o AntMiner B3, com usuários chineses fazendo alegações sobre suas táticas de marketing e controle de qualidade.

De acordo com um post no blog da conta WeChat oficial do AntMiner, o novo produto – dedicada à mineração BTM, o token nativa do blockchain Bytom – foi lançado em 25 de abril, um dia depois que a equipe Bytom lançou seu MainNet.

Com um preço de 17.000 yuans chineses (ou US$ 2.600) por unidade, o primeiro lote de 25.000 B3 foi notavelmente vendido em segundos após o início da venda.Embora as especificações oficiais do AntMiner B3 indiquem que as máquinas tenham um poder computacional de 750 hashes por segundo, logo surgiram reclamações do primeiro lote de compradores na China, alegando que a Bitmain havia exagerado significativamente a capacidade de potência do produto em seu marketing.

De acordo com uma fonte de notícias local, as críticas surgiram após testes feitos por mineradores na China que disseram que a B3 AntMiner só pode produzir 500-600 hashes por segundo, uma diferença que reduz de forma crítica os seus lucros calculados, o que leva seus ganhos a números de apenas 1 dígito.

À medida que mais reclamações surgiram na comunidade local nas últimas semanas, os mineradores uniram-se para formar grupos no aplicativo de mensagens sociais WeChat e compartilharam suas descobertas sobre o dispositivo de mineração no site de perguntas e respostas chinês Zhihu.

Outras alegações que circulam desde então pelas redes sociais incluem suspeitas de que a Bitmain está usando componentes de segunda mão para fabricar o B3. De acordo com um post no Zhihu, os usuários comentaram que um entusiasta adquiriu uma AntMiner B3 supostamente nova mas que estranhamente estava coberto de pó, o que poderia explicar o fraco desempenho.

Posteriormente, uma conta Weibo dedicada que reivindica proteger os direitos dos compradores B3 também foi criada em 19 de maio, em uma tentativa de exigir restituições da gigante de mineração.

De acordo com um post da página do Weibo dos ativistas, um grupo de compradores B3 visitou o escritório da Bitmain em Pequim na segunda-feira para discutir uma solução para o problema. Enquanto o grupo aparentemente contava com menos de 10 pessoas, a reunião viu policiais locais presentes para garantir que a conversa fosse pacífica.

Com base em uma reportagem da Sina, mineradores do grupo disseram que a Bitmain expressou disposição para consertar produtos que têm problemas de poder de hashing, mas não considerariam reembolsar os clientes. A empresa está, ao contrário, aberta à ideia de resolver o assunto por meio do processo legal, conforme o relatório.

A empresa também foi citada em outra reportagem local na quinta-feira admitindo que há problemas com alguns B3s. No entanto, a Bitmain esclareceu que os dispositivos com problemas representam apenas um por cento da produção até agora, com base em suas investigações internas. A empresa também negou a acusação de vender produtos de segunda mão.

Em resposta à acusação de que exagerou nas especificações da máquina de mineração em seu marketing, Bitmain comentou:

“As máquinas de mineração são, em essência, produtos de investimento … O lucro e o preço do token se ajustam com base na dinâmica do mercado. Como tal, nada poderia ser garantido por qualquer empresa ou indivíduo”.

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