Exchange Brasileira ganha US$ 350 mil de brigas legais contra o Banco Santander

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou recentemente que o Banco Santander tenha que descongelar a conta de uma exchange de criptomoeda local, o Mercado Bitcoin, com mais de 1,35 milhão de reais (US$ 350.000). Isso, depois de determinar uma “falta de regulamentação, não faz [algo] uma atividade criminosa”.

De acordo com informações locais, a juíza Renata Barros Souto Maior Baião decidiu em favor da exchange de criptomoedas depois de determinar que o Banco Santander agiu de forma abusiva, pois apreendeu os recursos do Mercado Bitcoin “sobre operações fraudulentas conduzidas por terceiros”.

Como resultado, o Santander foi forçado a descongelar os US$ 350.000 da exchange, com “juros de 1% ao mês”. No caso, a juíza esclareceu que a falta de regulamentações claras sobre criptomoedas e negócios não significa atividades ilícitas.

Baião acrescentou, de fato, que a exchange, agindo de boa fé, não é responsável pela ação de seus usuários.

Entrando em detalhes, o caso em si foi antecipado pelo Mercado Bitcoin depois que o Banco Santander congelou sua conta, alegando que havia “fraude bancária” suspeita envolvendo alguns clientes da plataforma de negociação de criptomoedas.

Resumindo o que aconteceu exatamente, “vários clientes do Santander realizaram transações que beneficiaram outros clientes do banco, que por sua vez usaram os fundos para comprar criptomoedas” com o Mercado Bitcoin.

De acordo com o caso, o Santander analisou diversas transações relacionadas ao caso e descobriu datas, valores e favorecidos, mesmo incorrendo em pesquisas do Google Street View para avaliar as condições financeiras dos envolvidos. ”

Descobriu quem estava se beneficiando da fraude. Em vez de agir contra eles, decidiu bloquear a conta do Mercado Bitcoin. Na sentença, a juíza afirmou:

Diante de tal cenário, a própria instituição bancária poderia ter procurado responsabilizar aqueles que tornavam as transferências fraudulentas, mas, em vez disso, preferiu bloquear a conta do autor e apropriar-se dos valores nele contidos até o valor total das transações.

Exchange Brasileira ganha US$ 350 mil de brigas legais contra o Banco Santander.

Baião também deixou claro que os sistemas de segurança da exchange de criptomoedas não são bons o suficiente para evitar fraudes, mas observou que o banco tentou “criminalizar” transações relacionadas a criptomoeda, mesmo que o banco central brasileiro não tenha declarado a atividade do Mercado Bitcoin ilegal.

Ela acrescentou que o Mercado Bitcoin não precisa supervisionar seus usuários para determinar se eles estão declarando suas compras com criptomoeda.

Notavelmente, as exchanges de criptomoedas no Brasil muitas vezes batalharam com instituições financeiras que fecharam suas contas. Conforme a CCN cobriu, o câmbio brasileiro Bitcoin Max ganhou um impasse contra o Santander e o Banco do Brasil, pois as instituições financeiras reabriram suas contas para evitar o pagamento de multas.

Em agosto do ano passado, as exchanges do país receberam um questionário de 14 pontos, enquanto o governo procurava saber mais sobre seus negócios. Mais tarde, em outubro, o órgão regulador do país, o CADE, enviou-lhes um questionário para o qual tiveram que responder ou uma multa de até US$ 25.000.

Apesar dos ocorridos no país, o cenário das criptomoedas vêm crescendo. A XP Investimentos, a maior empresa de investimentos do Brasil, lançou uma exchange de criptomoedas chamada XDEX.

Traduzido e adaptado de : ccn.com

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