GenBit está forçando clientes a aceitarem TreepToken

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No dia 19 de fevereiro de 2020, em um processo contra a GenBit e Gensa, foi relatado por um cliente que a GenBit está forçando clientes a aceitarem TreepToken pelos Bitcoins. O pedido feito pelo cliente foi para bloqueio de bens e ativos da empresa. Além disso, foi feito em regime de tutela de urgência.

De acordo com o autor do processo, foram adquiridos 5 cotas de 7.500 pontos da Gensa. Dessa forma, ao todo foram investidos R$ 135 mil pelo cliente. Além disso, o contrato firmado entre as partes garantiria um retorno mensal de 15% sobre a aplicação, e o dólar ficaria fixado em R$ 3,50. Esse contrato teria duração de 36 meses.

Fazendo as contas, em 3 anos o cliente teria de receber R$ 729 mil de retorno sobre o investimento. Porém, de acordo com o próprio cliente, os pagamentos não foram honrados, e ao tentar sacar dinheiro na empresa, acabou por não conseguir.

A empresa está forçando clientes a aceitarem TreepToken

Após algumas instabilidades na plataforma da GenBit e Gensa, a empresa entrou em contato com seus investidores, onde estaria forçando clientes a aceitarem TreepToken. Esse ativo digital pertence a Holding Tree Part.

O cliente, por sua vez, percebeu que essa decisão acarretaria em perda de patrimônio para ele. Na verdade, é bem provável que tenha entendido que seus investimentos poderiam ser usurpados de sua posse. Além disso, segundo o cliente, a reputação da empresa é ruim e há indícios de fraude no negócio.

De fato, se os clientes aceitarem esse novo contrato, há um risco real de perderem todo o seu dinheiro sem nenhuma forma de recorrer. Poderia ocorrer a alegação de que as “cosias foram sanadas” por conta deste novo contrato, o que livrar a empresa da Justiça.

O pedido foi deferido

Para o alívio do cliente, o pedido foi deferido pela Justiça. A GenBit e Gensa se defendeu das acusações, onde o cerne da defesa estava pautado em que apenas ocorreria uma mudança de nome do ativo adquirido pelo cliente. Além disso, alegou que estava operando de acordo com seu ramo de atuação.

Segundo ela, seu dever é converter dinheiro real em moedas virtuais, e era somente isso o que estava fazendo. Os pontos acumulados pelo cliente são de vasto uso tanto no Brasil como no mundo, segundo a empresa, podendo ser trocados por serviços ou demais criptomoedas.

Dessa forma, somente houve uma mudança na forma de acúmulo de pontos e de resgate, não havendo nenhuma inadimplência por sua parte.

Porém, mesmo com essa defesa, o juiz acabou por deferir o pedido realizado pelo cliente. Dessa forma, foram bloqueados R$ 135 mil da empresa, o que irá facilitar no processo de resgate pelo investidor.

No entendimento do juiz, essa mudança de nomes foi uma tentativa de confundir seus clientes. Esse tipo de ação pode acabar por atrair pessoas em situação de vulnerabilidade para possíveis armadilhas.

De fato, como foi dito anteriormente, se fosse aceito de bom grado, o novo contrato poderia ser usado contra o próprio cliente em futuros processos movidos contra a empresa, onde haveria a alegação de que os termos foram aceitos voluntariamente.

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