Sheri Kaiserman era a chefe de ações da Wedbush Securities Inc. em 2013, quando fez uma chamada arrojada, concedendo permissão para publicar a primeira análise de Wall Street sobre o valor do Bitcoin. O relatório não recomendou explicitamente a compra da criptomoeda, mas disse que grandes ganhos eram possíveis – e os investidores que mergulharam naquele dia viram um retorno de mais de 600%.

Agora, ela está no meio de outro grande salto: depois de 18 anos na Wedbush, Kaiserman saiu este ano e co-fundou a Maco.la Management, uma empresa de consultoria e fundos de investimentos focada em blockchain. Na terça-feira, a empresa de Los Angeles anunciou que levantou US$ 6 milhões para uma meta de US$ 40 milhões.

Kaiserman, que estava à frente de seus pares em todo o setor de títulos, ao reconhecer o potencial do Bitcoin, ainda vê grandes perspectivas da blockchain, mesmo que a criptomoeda popular que apóia tenha esfriado nos últimos meses. A ideia por trás do Maco.la é ajudar mais startups a conceber, projetar e construir aplicativos baseados na tecnologia, e garantir que haja desenvolvedores suficientes para manter as ideias fluindo, disse ela.

Ou, como disse o diretor executivo da Maco.la, Ron Reed, em uma declaração na terça-feira: “Como uma indústria nascente, há falta de capital, tecnologias viáveis ​​e talento.”

O que chamou a atenção de Kaiserman anos atrás? “O fato de que agora havia uma maneira de eliminar intermediários”, disse ela em uma entrevista por telefone. “Foi, ‘Oh meu deus, este é um mundo novo’”.

Em 2013, não foram apenas as empresas de Wall Street que ignoraram a maioria das moedas digitais. Os reguladores também não se envolveram muito. Isso mudou completamente em 2018, algo que é bem vindo para Kaiserman.

“Embora a regulamentação esteja assustando a todos, ela criará validação para o espaço”, disse ela. Nos EUA, pelo menos, os reguladores “não são impulsivos”

A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA sinalizou que acredita que muitos ativos digitais são títulos, o que significa que eles estarão limitados à negociação em mercados aprovados pela SEC. A Maco.la tem um advogado especializado em valores mobiliários para garantir que essas regras sejam obedecidas, disse Kaiserman.

Maco.la se destaca, porque dois de seus cinco co-fundadores são mulheres, uma coisa rara neste espaço dominado por homens.

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