Presidente da Credminer revela que a empresa faliu

Credminer

A Credminer é uma empresa acusada de pirâmide financeira, algo que tem acontecido muito no Brasil. Em visita a sede da empresa, a Cointimes realizou uma entrevista com o presidente.

O presidente da empresa, Antônio Silva, fez questão de realizar a entrevista em sua fazenda de mineração. Além disso, apontou suas máquinas e questionou a acusação de pirâmide.

Ao todo foram contados 8 containers contendo equipamento de mineração Bitmain. Além disso, há um galpão que também comporta vários maquinários de mineração de criptos. Todo o equipamento está na cidade de Hernandarias, em um condomínio empresarial.

No entanto, embora tudo estava a vista, não foi possível determinar o hashrate gerado. Além disso, informações importantes como valor distribuído a clientes não foram reveladas. Porém, o próprio Antônio da Silva afirmou claramente que “o negócio faliu”.

O modelo de negócio da Credminer

Segundo a entrevista que ocorreu com Antônio da Silva, o modelo de negócio da Credminer era simples. O investidor enviava alguma quantia de BTC para afiliados ou para a própria empresa, e esse dinheiro era investido em máquinas e voltava como HPM para o cliente.

O HPM é uma métrica usada pela empresa para compartilhar os lucros que foram obtidos, descontando-se os gastos. Dessa forma, em no máximo 16 meses a máquina já pertencia à empresa, o que causou uma grande acumulação delas pela Credminer.

Porém, a conversão do HPM em qualquer moeda virtual só foi possível até 2019. Assim era possível utilizar serviços de empresas parceiras para comprar outras criptos e até enviar dinheiro para carteiras externas. Antônio diz, ainda, que dava até mesmo para converter o valor em reais. Esse método foi usado por 3 anos.

Tudo mudou quando a LQX foi adotada pela empresa. Essa cripto era nova no mercado, mas tinha a capacidade de ser minerada pelas máquinas antigas da Credminer. Dessa forma os saldos de HPM foram convertidos em LQX pela empresa. Essa moeda virtual podia ser trocada por BTC também.

O início do fim

Como a LQX não está listada como uma criptomoeda, houve uma suspeita de que se tratava de uma pirâmide financeira. Porém, o empresário aponta que existe sua codificação no GitHub que comprova sua existência. Além disso, houve a tentativa de incluí-la no mercado, mas por causa das taxas preferiu não fazê-lo.

Os problemas começaram com o encerramentos de contas correntes que asseguravam liquidez da LQX. Além disso, até mesmo contas de parceiros da empresa, sócios e da própria Credminer foram encerradas.

Porém, segundo o empresário, isso não foi tudo: o modelo adotado pela empresa literalmente faliu. O Bitcoin se tornou muito difícil de ser minerado, e o modelo da empresa apresentou problemas para continuar tendo lucros. Todavia, Antônio citou uma tentativa de arbitragem, mas garantiu que isso também não tem bons resultados.

Outro ponto importante para a falência foi o baixo valor do Bitcoin em 2018. Segundo ele, a empresa acumulou muitas dívidas e só tinha uma promessa para seus clientes: 2019 será melhor. Como encerramento, apontou que quem entrou no mercado de Bitcoin em 2017 tem prejuízos até os dias de hoje.

Fonte: Cointelegraph

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