O empresário brasileiro Bernardo Schucman anunciou a fusão de sua companhia, a CS DIGITAL VENTURES, com a norte-americana OLENOX INDUSTRIES. A operação, avaliada em US$ 50 milhões em ações preferenciais, visa integrar a infraestrutura de mineração de Bitcoin diretamente à geração de energia. A união estratégica busca reduzir custos operacionais em um setor de alta competitividade. Com a listagem na NASDAQ sob o código OLOX, a nova estrutura terá maior fôlego financeiro para expandir seus data centers em um momento de crescente dificuldade técnica na rede Bitcoin.
“Acreditamos que estamos diante de uma nova fase: data centers off-grid construídos perto da geração de energia.”
A trajetória de Schucman é marcada por números superlativos, tendo suas operações minerado mais de 50.434 Bitcoins ao longo dos anos. O volume foi validado por uma auditoria independente da BDO, comprovando um montante histórico que supera os R$ 5 bilhões em valores atuais. A CS DIGITAL projeta um faturamento de US$ 20,6 milhões para 2025. Atualmente operando com uma capacidade de 2,1 exahashes, a empresa foca na eficiência térmica e energética para preservar as margens de lucro diante da volatilidade do mercado de ativos digitais.
Desde 2013, o empresário tem sido uma figura central na estruturação da mineração profissional na América do Norte. Schucman fundou a FASTBLOCK e a ATL DATA CENTERS, empresas que atraíram o interesse de gigantes do setor. A MARATHON DIGITAL adquiriu ativos de Schucman para reduzir seus custos operacionais. Essa venda estratégica, ocorrida em 2020, permitiu que a MARATHON cortasse pela metade o custo de produção de cada Bitcoin, consolidando o modelo de negócios de Schucman como uma referência em infraestrutura de baixo custo e alta performance.
O mercado brasileiro também entrou no radar do empresário através da fundação da MINTER, focada em mineração local. A iniciativa atraiu o aporte da ITAÚ VENTURES, demonstrando o crescente interesse do capital institucional brasileiro em infraestrutura cripto. O Brasil se consolida como um polo alternativo devido à energia renovável barata. Dados atuais indicam que o custo de mineração no país é cerca de US$ 8.800 inferior ao praticado nos Estados Unidos, tornando o território nacional um destino atraente para investimentos em fazendas de mineração de grande escala.
“A primeira era começou na minha garagem; agora vivemos a era dos data centers integrados às fontes de energia.”
A visão de Schucman para 2026 aponta para a “terceira era” da mineração, onde os data centers operam de forma independente da rede elétrica pública (off-grid). Essa abordagem elimina intermediários e garante uma tarifa de energia imune às flutuações de mercado. A integração vertical é a chave para a sobrevivência no pós-halving. Com a fusão com a OLENOX, o empresário reforça seu posicionamento global, unindo o know-how técnico de quem começou em uma garagem na Califórnia à solidez de uma companhia listada na bolsa de tecnologia mais importante do mundo.


