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Unicef une blockchain, Web3 e ativos digitais

Unicef une blockchain, Web3 e ativos digitais

Heliópolis, maior favela de São Paulo, recebe uma iniciativa que mistura competição eletrônica, capacitação tecnológica e inclusão produtiva. O Helipa Games transforma a comunidade em palco de torneios de Free Fire e FIFA26, ao mesmo tempo em que marca a conclusão da primeira turma formada pelo projeto Inova Helipa. O evento vai além do entretenimento e aposta em futuro econômico. A proposta une juventude periférica, mercado digital e aprendizado prático em um momento em que o setor de tecnologia blockchain e Web3 busca novos talentos fora dos centros tradicionais.

A realização é liderada pela OLA GG, com apoio de TOKENNATION e TREXX, como etapa final da jornada educacional conduzida pelo Inova Helipa. O programa nasceu da parceria entre a UNICEF e a UNAS, entidade histórica de organização comunitária na região. Quando grandes instituições olham para a periferia, o impacto pode ser estrutural. Segundo o UNICEF Brasil, iniciativas voltadas a competências digitais são consideradas estratégicas para ampliar oportunidades entre adolescentes e jovens em territórios vulneráveis.

O campeonato terá como atrações centrais disputas de Free Fire e EA Sports FC 26, além de áreas free play, simulador de corrida, estações retrô e partidas-exibição com equipes profissionais. Sorteios, ativações de marcas e encontros com nomes do cenário gamer completam a programação. Games deixaram de ser nicho e viraram indústria cultural. No Brasil, o país figura entre os maiores mercados consumidores de jogos eletrônicos do mundo, com dezenas de milhões de jogadores ativos e crescente presença de competições profissionais.

Mas o Helipa Games funciona principalmente como entrega concreta de meses de formação. Os participantes passaram por módulos de inteligência artificial, prototipagem, gestão de projetos, design thinking, blockchain, Web3 e organização de torneios de esports. Aprender fazendo é o centro da metodologia. Em vez de apenas aulas teóricas, os jovens foram incentivados a construir soluções e operar eventos reais, modelo alinhado às tendências de educação baseada em projetos.

A estratégia acompanha uma mudança global no mercado de trabalho. Relatórios do Fórum Econômico Mundial apontam que competências digitais, resolução de problemas e pensamento analítico estão entre as habilidades mais demandadas nesta década. Quem domina tecnologia larga na frente. Em regiões marcadas por desigualdade de acesso, programas locais de capacitação podem reduzir barreiras históricas e ampliar mobilidade social.

“Mais do que ampliar o acesso à tecnologia, essa iniciativa aposta na inovação como ferramenta para enfrentar desafios complexos e construir soluções conectadas à realidade local.”

A declaração de Felipe Gonzalez, oficial de inovação do UNICEF no Brasil, resume a lógica do projeto: usar tecnologia como ferramenta comunitária, e não apenas como consumo passivo. O executivo destacou ainda que parcerias com empresas de games e blockchain ajudam a colocar a periferia no centro da criação digital. O objetivo é trocar plateia por protagonismo.

Ao longo do programa, os jovens também tiveram contato com carteiras digitais, tokenização e ativos digitais usados como instrumentos de registro e verificação em redes blockchain. Embora o setor ainda enfrente desafios regulatórios no Brasil, a tecnologia já avança em áreas como rastreabilidade, identidade digital e contratos automatizados. Blockchain começa a sair do discurso financeiro. Expor estudantes a esses conceitos cedo pode ampliar repertório profissional em setores emergentes.

“Este é um evento importante para Heliópolis, porque gera conexão entre as pessoas e também nos permite apresentar novas tecnologias e as oportunidades que existem na Web3.”

A fala de Nico del Pino, CEO da OLA GG, reforça outro eixo da iniciativa: comunidade. O encontro também serve como ponte entre moradores, empresas e ecossistemas criativos que raramente chegam às bordas urbanas com profundidade. Conexão social também é infraestrutura.

Ao longo de 2026, o Inova Helipa deve manter novas turmas e projetos práticos baseados na metodologia User-Created Design, em que estudantes aprendem criando soluções reais. O Helipa Games, portanto, encerra uma etapa e inaugura outra. Quando periferia encontra oportunidade, inovação ganha novo endereço.


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