[ccpw id="10361"]

Interesse aberto em Ether sobe 26%

Interesse aberto no Ethereum sobe 26%

O Ether voltou ao radar dos investidores após recuperar terreno e sustentar preços acima de US$ 2.300. O movimento interrompeu a fraqueza observada no fim de março, quando o ativo chegou perto de US$ 1.940, e coincidiu com uma forte alta no interesse por derivativos. Dados recentes mostram que o open interest dos futuros de ETH avançou 26%, alcançando US$ 25,4 bilhões. O capital voltou, mas a confiança ainda não por completo. O salto sugere que traders voltaram a montar posições relevantes, embora o mercado ainda procure direção clara.

(O interesse em aberto agregado dos futuros de ETH, em USD.)

Em mercados de derivativos, crescimento no open interest costuma indicar entrada de novos recursos e maior apetite especulativo. Isso, porém, não significa automaticamente otimismo. Parte dessas posições pode representar apostas de queda ou operações de proteção. No caso do Ether, o nível de US$ 2.400 segue como resistência importante depois de semanas de tentativas frustradas. Sem romper essa faixa, o entusiasmo continua limitado. Analistas da GLASSNODE e da COINGLASS frequentemente apontam que aumentos de contratos em aberto precisam ser acompanhados por volume e preço sustentado para confirmarem tendência.

A leitura fica mais cautelosa quando se observa a taxa de financiamento dos contratos perpétuos. Esse indicador mede o equilíbrio entre comprados e vendidos alavancados. Nos últimos dias, a taxa não conseguiu se firmar acima de níveis considerados saudáveis para um mercado claramente otimista, além de ter voltado ao terreno negativo em alguns momentos. Os compradores apareceram, mas sem convicção agressiva. Quando a taxa fica negativa, significa que posições vendidas pagam menos ou recebem para manter apostas, sinal de maior demanda por shorts.

(Taxa de financiamento anualizada dos contratos futuros perpétuos da ETH.)

Se os derivativos mostram hesitação, o mercado à vista entrega um sinal diferente. Os ETFs spot de Ether listados nos Estados Unidos registraram cerca de US$ 248 milhões em entradas líquidas nos últimos dez dias, segundo dados públicos do setor. Fluxos positivos em ETFs tendem a indicar compra mais estrutural, geralmente menos especulativa que a alavancagem de curto prazo. Dinheiro paciente costuma valer mais que euforia rápida. Desde a aprovação desses produtos, o mercado passou a acompanhar entradas e saídas como termômetro institucional.

(Fluxos líquidos diários do ETF spot de ETH, em USD.)

Outro fator observado foi a movimentação corporativa. A BITMINE IMMERSION anunciou nova aquisição relevante de ETH, elevando suas reservas para milhões de unidades. Estratégias de tesouraria em cripto se tornaram mais comuns após o precedente aberto por empresas expostas ao Bitcoin. Ainda assim, quando essas compras ocorrem em mercados instáveis, podem gerar perdas contábeis temporárias e pressionar percepção de risco. Comprar grande não elimina o timing ruim.

Mesmo com essas compras, o Ether segue distante do desempenho esperado por parte do mercado. Enquanto o índice S&P 500 renovava máximas históricas, o ETH continuou abaixo de regiões consideradas decisivas. Esse descolamento reforça que a criptomoeda enfrenta desafios próprios, e não apenas macroeconômicos. Nem todo rali global chega automaticamente ao universo cripto. O ambiente de juros elevados e seleção maior por risco também pesa sobre ativos alternativos.

No campo fundamentalista, a atividade em aplicações descentralizadas esfriou. Segmentos como memecoins, derivativos sintéticos, empréstimos colateralizados, NFTs, exchanges descentralizadas e pontes entre redes perderam tração no atual ciclo de baixa. Ao mesmo tempo, concorrentes especializados passaram a disputar usuários e liquidez com propostas mais rápidas ou baratas. Redes como HYPERLIQUID e outras blockchains de nicho entraram nesse debate. Ethereum ainda lidera, mas já não corre sozinho.

(Receita semanal de DApps do Ethereum, em USD.)

A queda na receita semanal de DApps da rede Ethereum enfraquece uma das principais teses de valorização do ativo: maior uso da rede gera mais taxas e potencializa o mecanismo de queima de tokens, reduzindo oferta circulante. Quando a atividade recua, esse motor perde força. Dados da DEFI LLAMA mostram desaceleração relevante nas receitas recentes.

No curto prazo, o ETH melhorou tecnicamente e voltou ao centro das atenções. Mas os derivativos ainda não confirmam virada plena, e os fundamentos da rede seguem sob teste. O mercado voltou a olhar para o Ether, mas ainda espera prova definitiva.


Veja mais em: Ethereum | Investimentos | Notícias

Compartilhe este post

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp