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Neema, a empresa israelense que irá criar a criptomoeda das Ilhas Marshall

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A comunidade de criptomoedas está cheia de pessoas empreendedoras que pensam que podem mudar o mundo. Desde desafiar gigantes financeiros e tecnológicos até a tentativa de estabelecer micro-nações soberanas, nada está além do alcance deles. Um exemplo recente mostra que eles podem até convencer os países a emitir sua própria criptomoeda.

O time que está por trás de Neema, uma empresa de remessas com sede em Israel, deu entrevistas a várias empresas financeiras israelenses sobre o envolvimento na criação da próxima criptomoeda das Ilhas Marshall, a Soberano (SOV).

O CEO Barak Ben Ezer explicou que alguns problemas que criptomoedas tem apenas uma nação pode resolver:

“Essas criptomoedas estão desreguladas e sujeitas a imposto sobre ganhos de capital como se fossem ações e criou uma situação na qual essas moedas não poderiam ser usadas em assuntos do dia a dia” disse o CEO.

Quanto ao motivo pelo o qual ele se aproximou das Ilhas Marshall, o CEO disse: “Eu estava procurando um país que estaria aberto à ideia de adotar uma criptomoeda como recurso legal. Eu descartei países como a Suécia e fui a busca dos países mais pequenos do mundo. Quanto menor o país, mais fácil será para adotar tal moeda. Eu adicionei outro parâmetro – um país que não possui sua própria moeda fiat. Foi assim que cheguei às Ilhas Marshall”.

CUSTOS E BENEFÍCIOS

“Estamos gastando todas as despesas, o que nos custará dezenas de milhões de dólares”, explicou Ben Ezer. “Precisamos terminar o desenvolvimento da tecnologia e implementar o sistema de pagamento em todas as ilhas, e todos os negócios aqui terão a capacidade de aceitar pagamentos em criptomoeda”.

Quanto a onde o dinheiro está indo, ele disse: “50% do dinheiro irá para o Fundo de Apoio ao Orçamento do Estado, 20% para o fundo que lida com as vítimas dos testes nucleares que os EUA realizaram no país nas décadas de 1950 e 1960. Outros 20% serão distribuídos diretamente aos cidadãos – um escritório será aberto para que cada pessoa venha com uma ID e receba seu subsídio igualmente, e os últimos 10% irão para um fundo de apoio ao uso de energia verde. As Ilhas Marshall sofrem muito com o aquecimento global devido à sua geografia única, e eles querem transferir todas as ilhas para a energia solar. Para nós, esta é uma oportunidade para cumprir todos os nossos sonhos de como queremos que uma sociedade e estado estejam operando”.

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Os advogados israelenses de Neema, até ajudaram na elaboração da legislação necessária. O advogado Yuval Shalhevet disse: “O banco central das Ilhas Marshall esteve envolvido no processo, mas, como não possuem moeda (usam o USD), os governantes das Ilhas Marshall nunca trataram da regulamentação monetária. Eles realmente não tinham leis cambiais, então os ajudamos a escrever as leis”.

“A maior preocupação das Ilhas Marshall foi [não] tornar-se um paraíso para a lavagem de dinheiro”, explicou Shalhevet. “O Estado não queria se transformar em um abrigo para lavadores de dinheiro. Eles tinham medo de ações judiciais contra eles, então construímos barreiras. Uma vez que alguém converta a criptomoeda em dinheiro fiat, haverá um processo de reconhecimento facial” que segundo o advogado, com a tecnologia poderá ser confirmado quem é o real dono do dinheiro tal como a origem dos valores.

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