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Memecoin oficial de Trump continua despencando

O TRUMP, memecoin associada a Donald Trump, ampliou perdas no mercado mesmo após mais uma tentativa de impulsionar visibilidade por meio de eventos exclusivos para grandes compradores do ativo. No sábado, o token recuava cerca de 10% nos últimos dias e seguia negociado próximo de US$ 2,67, segundo plataformas de mercado. Nem o apelo político conseguiu segurar a pressão vendedora. Desde o pico registrado no início de 2025, a queda acumulada supera 96%, ilustrando a volatilidade extrema típica desse segmento.

O movimento de baixa ocorre apesar de um encontro fechado em Mar-a-Lago voltado aos principais detentores da moeda digital. Segundo relatos da imprensa americana, 297 investidores participaram do evento, descrito como uma conferência exclusiva de negócios e criptomoedas. Um grupo menor, de 29 convidados, teria acesso ampliado com recepção VIP e brinde reservado. O token vende comunidade, proximidade e status. Estratégias desse tipo são comuns em memecoins, que dependem fortemente de narrativa e engajamento social.

O episódio não foi isolado. Em maio do ano anterior, outro evento semelhante reuniu grandes compradores do TRUMP no Trump National Golf Club. A lógica é criar competição entre detentores e estimular compras adicionais em busca de acesso privilegiado. No universo meme, marketing vale quase tanto quanto tecnologia. Diferentemente de projetos focados em infraestrutura blockchain, memecoins costumam se sustentar mais em marca, comunidade e atenção pública.

A trajetória recente do ativo também revela a dificuldade de manter valorizações explosivas após o entusiasmo inicial. Tokens ligados a figuras públicas frequentemente registram disparadas rápidas seguidas de correções severas quando o fluxo comprador diminui. Subir rápido demais costuma cobrar a conta depois. O mercado de memecoins é marcado por liquidez irregular, concentração de holders e forte sensibilidade a notícias.

Relatório citado pela imprensa internacional apontou que negócios ligados a criptoativos se tornaram fonte relevante de receita no entorno empresarial da família Trump em 2025. Parte expressiva teria vindo da WORLD LIBERTY FINANCIAL e outra parcela do próprio memecoin TRUMP. As criptomoedas saíram da margem e entrou no centro financeiro da marca Trump. O avanço chama atenção porque representa mudança significativa em relação ao ceticismo que o ex-presidente demonstrava sobre Bitcoin anos atrás.

Além das receitas realizadas, estimativas de mercado indicaram ganhos potenciais adicionais atrelados à valorização residual de participações e tokens ainda mantidos por grupos ligados ao projeto. Em cripto, patrimônio no papel pode evaporar tão rápido quanto surge. Como muitos ativos desse tipo possuem estruturas pouco transparentes, calcular exposição real e valor econômico efetivo nem sempre é simples.

O caso também gerou reação política em Washington. Parlamentares democratas teriam enviado questionamentos a Bill Zanker, apontado como figura central por trás do memecoin, sobre eventual uso de eventos promocionais para sugerir acesso ao presidente e estimular compras do token. Quando política e finanças se misturam, o escrutínio aumenta. Críticos levantam preocupações sobre conflitos de interesse, enquanto apoiadores tratam a iniciativa como empreendimento privado legítimo.

No fim das contas, o mercado parece olhar menos para jantares e mais para preço, liquidez e confiança. A forte desvalorização recente sugere que campanhas promocionais têm efeito limitado quando o sentimento geral enfraquece. Narrativa atrai atenção, mas não garante sustentação de valor.


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